Agrotóxicos na mira da sociedade

Agrotóxicos na mira da sociedade

Em 2013, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Asociación Latinoamericana de Medicina Social (Alames), Universidade Popular dos Movimentos Sociais (UPMS) e Campanha Contra os Agrotóxicos e pela Vida promoveram o I Encontro Internacional Ecologia de Saberes: construindo o dossiê sobre impactos dos agrotóxicos na América Latina.

O Encontro buscou desenvolver métodos que permitissem o diálogo entre os saberes científico e popular na produção de conhecimento para uma ciência crítica e emancipatória, construída por pesquisadores, trabalhadores ou gestores dos serviços públicos de saúde e militantes de movimentos sociais camponeses da América Latina.

Desde então, uma teia de pesquisadores internacionais, militantes e trabalhadores dos serviços públicos de saúde vem sendo formada visando combater o problema dos agrotóxicos. O resultado das discussões dará origem a um Dossiê Latinoamericano sobre o Impacto dos Agrotóxicos na Saúde, inspirado em experiências como a da Abrasco – quando construiu o Dossiê no Brasil.

A campanha vem ganhando força e adeptos. A Organização de Camponeses da América Latina (CLOC) vem se articulando e mobilizando outras instituições em prol da construção desse Dossiê Latinoamericano. Assista o vídeo.

 

Participe e contribua com essa construção coletiva.



Comentários

  1. Ao se preocupar com a questão do uso do agrotóxicos não se pode deixar de lembrar da agricultura orgânica que, entre outras características:
    * preconiza a produção agrícola sem agrotóxicos , com o mínimo de uso de produtos químicos nos processo de produção;
    *usa adubos orgânicos, a maioria dos quais preparados na propriedade, tais como a compostagem, o húmus de minhoca, ou a adubação através da massa verde de plantas especificas, especialmente as que, tendo o sistema radicular profundo, vão buscar diversos nutrientes nas camadas profundas do solo e levá-los a suas folhas que são posteriormente incorporadas ao solo enriquecendo-o, sem a necessidade de adubos químicos;
    * preocupa-se com as condições de vida e com o respeito ás leis trabalhistas nas propriedades que produzem e vendem produtos agrícolas certificados;
    * emprega métodos de controle de pragas que não incluem o uso de agrotóxicos, tais como a rotação de culturas, o uso de plantas que com ação sobre pragas e parasitos, o uso de cercas vivas, o cuidado na escolha das sementes, etc.;
    * que usam selo de certificação, para o que recebem visitas técnicas de supervisão da propriedade de 2 a 3 vezes ao ano. Nestas visitas são analisados e revistos, junto com os proprietários e trabalhadores da propriedade, todos os processos de produção de adubos; dos produtos agrícolas; dos processamentos, se houver, destes produtos; da embalagem; do armazenamento e da venda dos produtos finais. Estas visitas das certificadoras verificam a qualidade final dos produtos, os quais recebem um selo da certificadora, para que o consumidor final possa ter um aval técnico do processo de garantia da qualidade dos produtos orgânicos.
    Assim sendo é nossa opinião de que aqueles que lutam pela Reforma Sanitária Brasileira devem procurar conhecer, se articular e reforçar os esforços dos que lutam pela Agricultura Orgânica.
    Não podemos esquecer que um conjunto de ações importantes referentes ao controle da hipertensão e do diabetes são justamente as recomendações referentes à mudança de hábitos alimentares: os nutricionistas recomendam que seja aumentada a ingestão de frutas legumes e verduras. No sistema de produção agrícola ainda prioritário e fortalecido após a 2ª Guerra Mundial, são justamente estes os produtos que acabam chegando ao mercado impregnados de agrotóxicos e comprometem a saúde do consumidor. Isto depois de causar sérios danos à saúde dos trabalhadores rurais e de contaminar o solo e os cursos d’água.
    Fabíola Nunes

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