Mudança na Atenção Básica de Saúde do DF é tema de Seminário do Cebes.

O Núcleo do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde do Distrito Federal (Cebes-DF) realizou no dia 24/03/2017 Seminário (https://www.facebook.com/events/1899354910335526/?notif_t=plan_user_joined&notif_id=1490569337499133 ) que discutiu qual atenção básica de saúde queremos para o Distrito Federal. Os principais temas abordados no seminário foram: Análise da situação da atenção básica em saúde no DF; Comparação entre os modelos existentes de atenção básica e apresentação da proposta da SES/DF de atenção básica. O evento contou com participação de mais de 100 pessoas entre pesquisadores da UnB, usuários dos serviços, sindicatos, associações, profissionais e estudantes e transmissão em tempo real do evento através da página do facebook do núcleo do Cebes (https://www.facebook.com/cebesdf/?fref=ts) .
O GDF propôs profundas mudanças a Política de Atenção Primária à Saúde do Distrito Federal, apresentadas nas Portarias 77 e 78/2017 da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal. Essas portarias tratam do processo de conversão da Atenção Primária em Saúde do DF ao modelo da Estratégia de Saúde da Família.
No entanto, apesar do consenso sobre a necessidade de fortalecer a atenção primária, esse projeto de mudança vem sendo muito criticado e levantando muitas dúvidas relativas à forma como se dará transição entre os modelos, à atuação dos profissionais que já se encontram na atenção básica e sobre o acesso e a qualidade dos serviços que serão oferecidos aos cidadãos.

 

Durante o Seminário, militantes do Cebes DF apresentaram estudos científicos que comprovam a maior resolutividade do modelo de saúde da família, bem como estudos comparativos que apontam altos custos e baixos resultados de Brasília nas políticas de saúde em comparação com outros estados e municípios brasileiros.
Ademais, o Coordenador da Atenção Primária do governo do DF, Marcos Quito, apresentou a proposta de ampliar a cobertura da estratégia saúde da família em 2 anos, de preenchimento de novos profissionais por meio de concurso público, e a importância de estruturar a atenção ambulatorial no DF.

 

Foram levantadas críticas em relação à falta de diálogo e de comunicação no processo, à falta apoio dos profissionais da secretaria e às mudanças à revelia, à qualidade da formação oferecida para a transição, à falta de respostas em relação a preocupações dos usuários com não cobertura de alguns territórios, desativação de alguns serviços e piora no acesso e no serviço prestado.

 

Foram feitos questionamentos sobre a pertinência de realizar mudanças em um contexto de perdas de direitos, precarização e de desorganização da rede, bem como se a atenção básica será capaz de ordenar o cuidado de uma rede que é cada vez mais terceirizada e fragmentada entre institutos e propostas de OSs.
Serão encaminhados questionamentos e recomendações com vistas a garantir o direito à saúde pública e de qualidade para os quais a secretaria se mostrou aberta a debater.

 

As reuniões do Núcleo DF acontecem nas quarta-feira, às 18:30h, no Núcleo de Medicina Tropical da UnB.



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