Alunos/as do Cantinho do Céu participam de formação sobre território e saúde

Alunos/as do Cantinho do Céu participam de formação sobre território e saúde

Publicado pelo Programa Justiça Econômica 

 

Como está a saúde do nosso bairro, da nossa comunidade? Esta foi uma das perguntas motivadoras do módulo “Território e Saúde” realizado no dia 22 de julho com moradores e moradoras do Cantinho do Céu, no Grajaú (SP), que estão iniciando o novo ciclo do Curso Básico em Saúde do projeto Direitos Sociais e Saúde: Fortalecendo a Cidadania e a Incidência Política.

 

O projeto, executado pelo Programa Justiça Econômica, cofinanciado pela União Europeia e com apoio da Agência Católica para a Cooperação Internacional da Inglaterra e País de Gales (Cafod), é composto por quatro módulos, além de palestras motivacionais e diversas ações comunitárias que visam qualificar a informação junto aos participantes do projeto.

 

Este primeiro módulo contou com a assessoria de Isabela Soares, do Centro de Estudos Brasileiro de Saúde (Cebes). Divididos em grupos, os cursistas foram apontando os principais problemas vivenciados nos lugares onde moram, sobretudo no quesito saúde.

 

Entre as demandas, destacaram-se: falta de serviços de saúde, longo período para receber medicamentos e marcar exames, qualidade do serviço que deixa a desejar, falta de visita nos domicílios, e falta de manutenção dos equipamentos e unidades. Por outro lado, a estrutura do bairro também foi colocada em questão. De acordo com os participantes, a falta de saneamento básico, lixo nas ruas, ineficiência da segurança pública e infraestrutura deficiente fazem com que o território ainda não seja o lugar adequado para que se possa viver com direitos básicos garantidos.

 

“A minha fala foi no sentido de mostrar que eles, moradores do território e usuários do SUS [Sistema Único de Saúde] sabiam mais da realidade do que ninguém e que o fato de conversarem e entenderem que os problemas são comuns a todos os fortalece para lutar para mudar a situação indesejável e fazer valer o direito a um sistema de saúde público e com qualidade para todos”, falou Isabela Soares.

 

Ela ainda chamou atenção para que a população se organize e se una para participar de espaços e movimentos que propiciam o poder de decisão em favor de suas reivindicações. Citou como exemplo a importância da vigilância sanitária. Como estão acontecendo, em todo o país, as pré-conferências para o evento nacional sobre Vigilância Sanitária, que ocorrerá ainda este ano, é necessário que as pessoas se informem e participem das reuniões. “É importante termos delegados ou delegadas que façam essas demandas, que têm a ver com o que foi relatado aqui, chegarem à Conferência”, disse.

 

Também participaram deste primeiro módulo Dora Martin, promotora pública de saúde de São Paulo e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese).

 



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