28 a 30 de novembro

Conferências Globais sobre Tecnologia e Inovação Sustentáveis (G-STIC)

Conferências Globais sobre Tecnologia e Inovação Sustentáveis (G-STIC)

Pela primeira vez, a Fiocruz será uma das organizadoras da série de Conferências Globais sobre Tecnologia e Inovação Sustentáveis (G-STIC), que acontece em Bruxelas, na Bélgica, entre os dias 28 e 30 de novembro. Com o objetivo de estimular novas tecnologias que tenham o potencial de resolver grandes desafios contemporâneos na área da sustentabilidade, o evento reunirá chefes de Estado e de governo, formadores de opinião, formuladores de políticas e representantes de renome internacional da indústria, do meio acadêmico e de agências da ONU.

G-STIC está em seu segundo ano e trará pela primeira vez a saúde como um de seus eixos prioritários, pelo qual a Fundação está responsável. Os outros grupos se concentram nas temáticas água, economia circular, agroecologia, energia, educação e georreferenciamento. A ideia é estimular o desenvolvimento de soluções tecnológicas de ponta, que estejam prontas para entrar no mercado e tenham potencial para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“É importante que elas sejam socialmente aceitáveis, viáveis, baratas e lucrativas. Além de terem potencial de serem produzidas em larga escala”, explica Veerle Vandeweerd, ex-funcionária da ONU e especialista em desenvolvimento. “Com a tecnologia disponível hoje, não somos capazes de resolver os problemas do mundo”.

Em cada continente, as cinco co-anfitriãs do G-STIC são organizações sem fins lucrativo com uma extensa história de organização de conferências internacionais sobre inovações tecnológicas e amplos temas sociais dentro de uma agenda de sustentabilidade. Além da Fiocruz, são responsáveis pelo evento o Instituto Flamengo de Pesquisa Tecnológica (Vito), o Instituto de Energia Recursos da Índia (Teri), Centro Africano de Estudos Tecnológicos (ACTS) e o Instituto Indiano de Tecnologia de Deli (IITD).

“O G-STIC é uma oportunidade de atingir outras áreas em ciência, tecnologia e inovação que não são conectadas aos nossos parceiros tradicionais, é uma grande chance de interagir com outras agências, institutos e atores, principalmente na temática da saúde”, ressaltou o diretor da Estratégia Fiocruz para Agenda 2030, Paulo Gadelha, que lidera a parceria.

Gadelha apresentará a temática da saúde no semiplenária de abertura do evento, no dia 28. “O papel da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) em promover vidas saudáveis e bem-estar para todos” será o tema da fala, que será feita em conjunto com a diretora-geral assistente da OMS para acesso a medicamentos, vacinas e fármacos, Mariângela Simão. Em seguida, o papel transversal da saúde na Agenda 2030 será tema da apresentação de Lieve Fransen, consultora sênior de políticas e ex-presidente do conselho do Fundo Global para Aids, Tuberculose e Malária. Gadelha e e Fransen voltam a se apresentar na semi-plenária final, que apresentará as conclusões e encaminhamentos da sessão de saúde.

Representando a Fiocruz, o vice-presidente de Produção e Inovação da Fundação, Marco Krieger, abrirá o painel dedicado ao uso da inovação para solução de problemas concretos em saúde, com uma fala sobre a busca de equidade na medicina de precisão, no dia 29. Na mesma sessão, o pesquisador Luciano Moreira apresentará o World Mosquito Program (WMP), que utiliza o método wolbacchia para combater doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Além de programar a temática de saúde, a Fiocruz também indicou nomes para comporem outras sessões. A pesquisadora da instituição Marcia Chame apresentará na sessão de georreferenciamento o Sistema de Informação em Saúde Silvestre (SISS-Geo), que utiliza dados georreferenciados informados pelos usuários para monitorar a vida silvestre e a emergência de doenças. O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e diretor executivo da organização Agricultura Familiar e Agroecologia (AS-PTA) Paulo Petersen participará da sessão de agroecologia, com uma fala sobre um modelo de abordagem integrado para a saúde dos solos, da comida e das pessoas.

 

Por: Júlia Dias (CCS/Fiocruz)