<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Brasil deveria focar menos em médicos e mais em enfermeiras, diz especialista	</title>
	<atom:link href="https://cebes.org.br/brasil-deveria-focar-menos-em-medicos-e-mais-em-enfermeiras-diz-especialista/1241/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://cebes.org.br/brasil-deveria-focar-menos-em-medicos-e-mais-em-enfermeiras-diz-especialista/1241/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=brasil-deveria-focar-menos-em-medicos-e-mais-em-enfermeiras-diz-especialista</link>
	<description>Centro Brasileiro de Estudos de Saúde</description>
	<lastBuildDate>Tue, 26 Nov 2013 16:15:26 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>
		Por: Thais		</title>
		<link>https://cebes.org.br/brasil-deveria-focar-menos-em-medicos-e-mais-em-enfermeiras-diz-especialista/1241/#comment-37</link>

		<dc:creator><![CDATA[Thais]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2013 16:15:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://cebes.org.br/?p=1241#comment-37</guid>

					<description><![CDATA[Sou enfermeira, sanitarista e sempre trabalhei na atenção primária - no Programa de Agentes Comunitários de Saúde e na Estratégia Saúde da Família.
Acho perigosíssimo o título da matéria e a afirmação de que o tratamento ou prevenção de doenças crônicas &#039;não necessariamente necessitam de um médico’. Sei da importância da minha profissão e do meu papel dentro da equipe da saúde da família, principalmente na promoção da saúde e na prevenção das doenças.
Mas, por já ter tido a dolorosa experiência de trabalhar sozinha, sem médico na equipe, sei também a importância desse profissional compondo a equipe interdisciplinar. É muito angustiante como enfermeira atender um paciente que necessita de uma medicação controlada, de um antibiótico, e mesmo sabendo qual medicação este paciente deveria usar, não poder prescrevê-la, e ter que falar ao paciente para retornar no dia seguinte pois não há médico. Minha indignação, no entanto, não é para que eu como enfermeira possa prescrever tais medicações - meu papel como enfermeira é cuidar, não curar. Meu papel é orientar, educar, acolher, e tenho muito orgulho disso. Tenho muito orgulho e gosto muito de poder passar uma hora dentro do meu consultório ensinando a uma mãe de primeira viagem a posição correta de amamentar, enquanto meu médico, no mesmo período de tempo, atende 03 infecções de garganta, por exemplo.
Por mais que possa transcrever algumas medicações dentro dos protocolos estabelecidos pelo ministério da Saúde, quem deve primeiramente decidir quais medicações prescrever é o médico, que também deverá ser consultado caso as medicações não estejam tendo o efeito desejado e assim, mudar a medicação.
Como enfermeira, devo ter o conhecimento para saber se a medicação está tendo a resposta desejada e sugerir e discutir com o médico da minha equipe a alteração da medicação - o que faço todos os dias na minha prática. Mas quem deve prescrever essa medicação é ele!
Concordo que é muito importante investir nos outros profissionais de saúde e que a enfermagem, apesar de sua grande importância, ainda é muito desvalorizada socialmente e economicamente - tenho certeza que se um Mais Enfermeiros pagasse a mesma quantia do Mais Médicos, não precisaríamos importar enfermeiros estrangeiros, já que aqui precisamos ter dois, três empregos, pra ganhar metade do que um médico do Mais Médicos ganha.
No entanto, sou contra esse posicionamento de confronto entre as profissões.
Precisamos sim de Mais Médicos, precisamos de Mais Equipe e Mais Profissionais que tratem seus pacientes de forma humanitária, que atuem na promoção e na prevenção.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou enfermeira, sanitarista e sempre trabalhei na atenção primária &#8211; no Programa de Agentes Comunitários de Saúde e na Estratégia Saúde da Família.<br />
Acho perigosíssimo o título da matéria e a afirmação de que o tratamento ou prevenção de doenças crônicas &#8216;não necessariamente necessitam de um médico’. Sei da importância da minha profissão e do meu papel dentro da equipe da saúde da família, principalmente na promoção da saúde e na prevenção das doenças.<br />
Mas, por já ter tido a dolorosa experiência de trabalhar sozinha, sem médico na equipe, sei também a importância desse profissional compondo a equipe interdisciplinar. É muito angustiante como enfermeira atender um paciente que necessita de uma medicação controlada, de um antibiótico, e mesmo sabendo qual medicação este paciente deveria usar, não poder prescrevê-la, e ter que falar ao paciente para retornar no dia seguinte pois não há médico. Minha indignação, no entanto, não é para que eu como enfermeira possa prescrever tais medicações &#8211; meu papel como enfermeira é cuidar, não curar. Meu papel é orientar, educar, acolher, e tenho muito orgulho disso. Tenho muito orgulho e gosto muito de poder passar uma hora dentro do meu consultório ensinando a uma mãe de primeira viagem a posição correta de amamentar, enquanto meu médico, no mesmo período de tempo, atende 03 infecções de garganta, por exemplo.<br />
Por mais que possa transcrever algumas medicações dentro dos protocolos estabelecidos pelo ministério da Saúde, quem deve primeiramente decidir quais medicações prescrever é o médico, que também deverá ser consultado caso as medicações não estejam tendo o efeito desejado e assim, mudar a medicação.<br />
Como enfermeira, devo ter o conhecimento para saber se a medicação está tendo a resposta desejada e sugerir e discutir com o médico da minha equipe a alteração da medicação &#8211; o que faço todos os dias na minha prática. Mas quem deve prescrever essa medicação é ele!<br />
Concordo que é muito importante investir nos outros profissionais de saúde e que a enfermagem, apesar de sua grande importância, ainda é muito desvalorizada socialmente e economicamente &#8211; tenho certeza que se um Mais Enfermeiros pagasse a mesma quantia do Mais Médicos, não precisaríamos importar enfermeiros estrangeiros, já que aqui precisamos ter dois, três empregos, pra ganhar metade do que um médico do Mais Médicos ganha.<br />
No entanto, sou contra esse posicionamento de confronto entre as profissões.<br />
Precisamos sim de Mais Médicos, precisamos de Mais Equipe e Mais Profissionais que tratem seus pacientes de forma humanitária, que atuem na promoção e na prevenção.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
