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	Comentários sobre: Debate: Saúde, direito de todos e dever laico do Estado brasileiro	</title>
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	<description>Centro Brasileiro de Estudos de Saúde</description>
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		Por: Maria Aparecida de Assis Patroclo		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Aparecida de Assis Patroclo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jul 2014 19:47:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Vislumbro nos tempos atuais cada vez mais distante um SUS interdisciplinar, uma vez que não se conta hoje sequer com equipes multidisciplinares na atenção básica, como se a complexidade do ser humano pudesse ser percebida e abarcada apenas por duas categorias profissionais com formação no modelo biomédico; como se o primeiro contato com os serviços pudesse gerar vínculo sem um acolhimento de qualidade e escuta com privacidade e como se o sofrimento pudessem esperar os dias que algumas categorias profissionais &quot;visitam&quot; as clinicas de família. 
O estado permeado por influências econômicas e neoliberais transfere para as famílias a responsabilização pelos problemas de saúde e cada vez mais se distancia das transformações sociais necessárias nos determinantes de saúde. 
A especialidade- medicina de família- que a meu ver deveria atuar como coordenadora do cuidado é transformada em medicina ambulatorial, prescritiva, tendo como locus de ação a cadeira atrás da mesa do consultório (ocupada anteriormente pelo clínico, pediatra e GO) tendo como ferramenta a o computador e protocolos desumanizados  e a especialidade saúde coletiva cada dia mais alijada do serviço por falta de oportunidades, ou ocupando o papel de capataz das diretrizes das empresas privativistas. 
Nesse contexto compreendo que cada vez fica mais distante a possibilidade de movimentos conscientes e de vanguarda, como ha tempos atrás, na busca dos direitos a ter direito e no que tange a saúde sexual e reprodutiva em que pese ser a favor dos direitos das mulheres à interrupção da gravidez com segurança, entendo que já passou de hora  tornarmos essa bandeira mais ampla, e lutarmos pelo direito integral das mulheres e não só direitos sexuais e reprodutivos, afinal  quais são os direitos das mulheres menopausadas (fase em que me encontro)? o que o SUS nos oferece de acesso a tecnologias de enfrentamento de sinais e sintomas que não tem prazo para terminarem, que envolvem o psíquico (depressão...), o físico (obesidade, atrofia  genitais...) e o social (discriminação em relação ao exercício pleno da sexualidade muitas vezes por falta de cirurgias reconstrutivas...)?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vislumbro nos tempos atuais cada vez mais distante um SUS interdisciplinar, uma vez que não se conta hoje sequer com equipes multidisciplinares na atenção básica, como se a complexidade do ser humano pudesse ser percebida e abarcada apenas por duas categorias profissionais com formação no modelo biomédico; como se o primeiro contato com os serviços pudesse gerar vínculo sem um acolhimento de qualidade e escuta com privacidade e como se o sofrimento pudessem esperar os dias que algumas categorias profissionais &#8220;visitam&#8221; as clinicas de família.<br />
O estado permeado por influências econômicas e neoliberais transfere para as famílias a responsabilização pelos problemas de saúde e cada vez mais se distancia das transformações sociais necessárias nos determinantes de saúde.<br />
A especialidade- medicina de família- que a meu ver deveria atuar como coordenadora do cuidado é transformada em medicina ambulatorial, prescritiva, tendo como locus de ação a cadeira atrás da mesa do consultório (ocupada anteriormente pelo clínico, pediatra e GO) tendo como ferramenta a o computador e protocolos desumanizados  e a especialidade saúde coletiva cada dia mais alijada do serviço por falta de oportunidades, ou ocupando o papel de capataz das diretrizes das empresas privativistas.<br />
Nesse contexto compreendo que cada vez fica mais distante a possibilidade de movimentos conscientes e de vanguarda, como ha tempos atrás, na busca dos direitos a ter direito e no que tange a saúde sexual e reprodutiva em que pese ser a favor dos direitos das mulheres à interrupção da gravidez com segurança, entendo que já passou de hora  tornarmos essa bandeira mais ampla, e lutarmos pelo direito integral das mulheres e não só direitos sexuais e reprodutivos, afinal  quais são os direitos das mulheres menopausadas (fase em que me encontro)? o que o SUS nos oferece de acesso a tecnologias de enfrentamento de sinais e sintomas que não tem prazo para terminarem, que envolvem o psíquico (depressão&#8230;), o físico (obesidade, atrofia  genitais&#8230;) e o social (discriminação em relação ao exercício pleno da sexualidade muitas vezes por falta de cirurgias reconstrutivas&#8230;)?</p>
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