Universal para quem? Roda de conversa debate o desafio anticapacitista no SUS
GT Rosângela Berman: Pessoas com Deficiência e a luta anticapacitista no SUS, realiza roda de conversa sobre capacitismo, controle social e desafios para garantia de direitos.
O princípio de que o direito à saúde está diretamente ligado às condições dignas de vida e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços do SUS – formulado na 8ª Conferência Nacional de Saúde – segue desafiando o presente. Mais de três décadas após, este princípio ainda merece ser debatido com profundidade, pois no cotidiano ainda existem barreiras concretas e estruturais que precisam ser derrubadas.
É nesse horizonte que acontece, nesta quinta-feira 26, a Roda de Conversa “GT Rosângela Berman: Pessoas com Deficiência e a luta anticapacitista no SUS”. Promovida no âmbito do Participa+ – Formação para o Controle Social no SUS, às 19h, em formato online.
A atividade convida ao debate sobre as barreiras capacitistas ainda presentes nos espaços de controle social e sobre os caminhos para ampliar a participação de pessoas com deficiência no SUS. Para Vitória Bernardes, educadora popular do Projeto Participa+ e integrante do GT Rosângela Berman, o capacitismo aparece dentro da própria formulação das políticas de saúde. “Temos uma realidade onde as pessoas com deficiência pouco ocupam o espaço do controle social, com uma lógica ainda muito forte baseada na presença de entidades filantrópicas, que prestam serviços ao SUS e acabam ocupando cadeiras no controle social”.
A avaliação chama atenção para um impasse que vai além do acesso aos serviços e alcança a própria dinâmica da participação social. Quando a presença de pessoas com deficiência é substituída, tutelada ou mediada por instituições, o controle social perde diversidade e enfraquece sua capacidade de expressar as experiências concretas de quem vive, no cotidiano, as barreiras impostas pelo capacitismo.
De acordo com Vitória, enfrentar essa lógica é condição para que o SUS se aproxime, de fato, do projeto que lhe deu origem. “Um SUS que ignora uma parcela da população, que não reconhece o protagonismo também acaba sendo um SUS que não corresponde àquilo que foi idealizado na 8ª Conferência, numa perspectiva que se é algo para além da doença, mas uma política promotora de saúde e bem-estar e reconhecimento da integralidade”.
Reportagem: Fernanda Regina da Cunha/Cebes
SERVIÇO
Roda de Conversa: “GT Rosângela Berman: Pessoas com Deficiência e a luta anticapacitista no SUS”
Data: 26 de março de 2026, quinta-feira – online, via Zoom
Horário: 19h
Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe7XhM4h__8agYof6Pl9i2Sxf8xXU8ZYxGhxDrfG_WBK5acqA/viewform
Realização: Participa+ – Formação para o Controle Social no SUS / Conselho Nacional de Saúde (CNS)

