Católicas pelo Direito de Decidir lança cartilha ‘Justiça Reprodutiva e Religião’
O grupo Católicas pelo Direito de Decidir (CDD) lançou essa quarta (10) a cartilha “Justiça Reprodutiva e Religião“. Acesse a publicação nesse link.
Com quase 30 anos de história, a CDD tem se destacado na luta pela Justiça Reprodutiva, além disso seu pioneirismo na discussão sobre direitos sexuais e direitos reprodutivos na sua relação com o complexo e diverso campo religioso católico.
A Justiça Reprodutiva defende a igualdade de acesso a direitos necessários a uma vida digna de mulheres e meninas. No que diz respeito aos serviços de saúde, refere-se a testes de Papanicolau, mamografia, métodos anticoncepcionais, cuidados pré-natais, parto, aborto legal, esterilização, prevenção e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis, HIV/Aids, dentre outros temas.
No entendimento da CDD, a Justiça Reprodutiva permite afastar a catolicidade de uma visão teológica baseada em um sistema intelectual e politicamente fechado, imposto pela hierarquia. Para as Católicas pelo Direito de Decidir, esta abordagem destaca a preocupação com a pobreza, o racismo e a destruição da natureza, concebendo o aborto articulado a essas necessidades. Enquanto católicas, elas veem a religião como uma dimensão importante na vida de pessoas em vulnerabilidade social, destacando que as mulheres correspondem a 51% de quem frequenta templos católicos no Brasil; pessoas pretas e pardas somam 55% destes fiéis.
Por isso mesmo, a CDD entende que o diálogo sobre Justiça Reprodutiva nos ambientes religiosos é fundamental para a justiça social e a equidade. E dentro desse contexto que surge essa cartilha fruto do 1º Seminário de Católicas pelo Direito de Decidir sobre Justiça Reprodutiva e Religião, ocorrido nos dias 21 e 22 de julho de 2021.
Acesse em a cartilha nesse link.

