Cebes apoia a inclusão de PCM na lista de doenças de notificação compulsória no Brasil
Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) apoia um abaixo-assinado e um manifesto pela inclusão da paracoccidioidomicose (PCM) na lista de doenças de notificação compulsória no Brasil. Acesse esse link e apoie a campanha lançada por pesquisadores e profissionais de saúde de instituições como Fiocruz, IAL, Unifesp, UFG, UFPR, USP, UFMS, UCB, UNB, Unesp, SBDRJ, entre outras.
A PCM é uma das principais micoses sistêmicas do país, responsável por cerca de 80% dos casos mundiais da doença, com alto potencial de gravidade e mortalidade se não tratada. Endêmica na América Latina, afeta principalmente trabalhadores rurais e da construção civil, expostos ao fungo Paracoccidioides presente no solo.
O manifesto aponta que os registros da doença nos bancos de dados oficiais são inadequados, uma vez que quase metade das hospitalizações e óbitos foi codificada erroneamente como blastomicose. Além disso, não há interoperabilidade nem padronização entre as bases de dados oficiais. “Nesse contexto, a comunidade médica necessita oferecer uma nova classificação das formas clínicas da PCM, para compor o CID-11, de maneira a atender às demandas científicas, médicas e de gestão pública do agravo”, apontam pesquisadores.
Os signatários, reunidos durante a International Conference on Paracoccidioidomycosis, em dezembro de 2024, destacam a necessidade de diagnóstico precoce, acesso a medicamentos e criação de uma rede integrada de vigilância e assistência.
O manifesto propõe a formação de uma Rede Latino-Americana de Cooperação Técnico-Científica sobre PCM. O objetivo é ampliar a visibilidade da doença, melhorar a resposta do sistema de saúde e reduzir internações, sequelas e mortes evitáveis.
Leia o manifesto nesse link (e abaixo) e assine o abaixo-assinado nesse link.
