Cebes e CEE Fiocruz publicam versão em inglês do livro ‘A Resilência na Saúde Pública’

O Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) publica a versão em inglês do livro ‘A Resilência na Saúde Pública’, lançado em junho de 2024. Além de Alessandro Jatobá e Paulo Victor de Carvalho, autores da edição em português, essa versão conta com a participação de Paula de Castro-Nunes. A publicação foi elaborada em parceria com o Centro de Estudos Estratégicos Antonio Ivo de Carvalho (CEE Fiocruz). Os autores querem ajudar a suprir o que entendem ser uma lacuna na bibliografia de sanitaristas sobre o assunto, que ganhou impulso com a pandemia de Covid-19.

De pandemias e desastres climáticos à instabilidade econômica e à desigualdade social, os sistemas de saúde em todo o mundo enfrentam uma pressão implacável para se adaptar, absorver choques e se transformar — tudo isso enquanto prestam cuidados equitativos ininterruptamente. Para os autores, este livro surge como uma resposta vital a esses desafios. Embora profundamente enraizado na experiência pioneira do Brasil com o Sistema Único de Saúde (SUS), esta publicação transcende fronteiras, oferecendo insights universais para formuladores de políticas, profissionais e acadêmicos comprometidos em fortalecer os sistemas de saúde contra a incerteza.

Alessandro Jatobá é pesquisador do CEE-Fiocruz e professor de Sistemas de Saúde na Fiocruz. Paula de Castro-Nunes, pesquisadora do Laboratório em Tecnologias de Gestão e da Informação para a Resiliência em Saúde Pública (ResiliSUS), sediado no CEE/FIOCRUZ. Paulo Victor de Carvalho é pesquisador do Instituto de Engenharia Nuclear da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e professor nos programas de Pós-Graduação em Informática (PPGI) da UFRJ e de Ciência e Tecnologia Nuclear do Instituto de Engenharia Nuclear (PPGIEN).

A obra, fruto de pesquisa da Fiocruz, aborda a importância de sistemas de saúde robustos e adaptáveis, que integrem políticas públicas e garantam qualidade e equidade. No prefácio, os autores perguntam: “Como líderes de saúde de países tão diferentes, como Noruega, Nigéria, Canadá e Camboja, podem aplicar essas lições?”.

Para eles, a resposta não está em replicar modelos, mas em adaptar princípios. Este livro não é um manifesto para importar modelos brasileiros, mas um convite para repensar a resiliência como um processo dinâmico e sensível ao contexto.

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