Cebes lança o livro ‘Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação e os desafios da conexão com o SUS’

O Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) lança nessa quinta-feira, 22/07, com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), o livro Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação e os desafios da conexão com o SUS, de Patrícia Seixas da Costa Braga. A obra aborda criticamente os limites e possibilidades das políticas públicas de ciência e tecnologia no campo da saúde e o desafio de alinhar a produção científica às necessidades do Sistema Único de Saúde.

A autora analisa as disputas políticas em torno da CT&I em saúde, o papel dos pesquisadores e as barreiras institucionais e culturais que dificultam a aplicação do conhecimento em políticas públicas. “Como conectar o potencial das pesquisas brasileiras desenvolvidas no campo da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e o Sistema Único de Saúde (SUS) e criar as condições propícias para que os avanços advindos dessas pesquisas cheguem à população?”, pergunta a autora na apresentação. Com base em entrevistas, estudos de caso e referenciais dos Estudos Sociais de Ciência e Tecnologia, o livro é uma contribuição ao debate sobre ciência comprometida com os direitos sociais e com a redução das desigualdades no Brasil.

Em texto um introdutório, a pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp)/Fiocruz, Laís Silveira Costa, aponta que “passadas quase quatro décadas desde a instituição do Sistema Único de Saúde (SUS), há estratos populacionais praticamente invisíveis para gestores, pesquisadores e trabalhadores do campo da saúde”. E por isso mesmo, segundo Laís, é urgente perguntar: “Para que e para quem pesquisamos com recursos públicos no campo da saúde?”.

No prefácio, a sanitarista Ligia Bahia diz que a publicação é ” um chamado à ação para que gestores públicos, formuladores de políticas, cientistas e sociedade geral unam esforços para fortalecer o vínculo entre a ciência e a saúde pública no Brasil”.

Para Ligia, o livro de Patrícia chega em bom momento. “Por um lado, instituições científicas e ciências da saúde e climáticas tendem a ser objeto de redução de orçamentos e pessoal nos Estados Unidos da América. Por outro, a pesquisa adquire crescente reconhecimento como solução de problemas humanos, tais como o enfrentamento de novas doenças infecciosas. A pandemia da covid-19 deixou, entre outros legados, a necessidade de afirmar as pesquisas sobre saúde como uma das questões mais críticas de política pública para o mundo”.

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