István Mészáros: Crise estrutural exige mudança estrutural

Nunca é demais assinalar que a crise que vivemos não pode ser compreendida se não a remetermos para a estrutura social no seu todo. Isto quer dizer que, para clarificarmos a natureza desta crise, cada vez mais grave e duradoura, que afeta hoje o mundo inteiro, devemos considerar a crise do sistema capitalista no seu todo. Pois a crise do capital que experimentamos hoje é uma crise estrutural que tudo abrange.
Por István Mészáros*, na Monthly Review
Quando se afirma a necessidade de uma mudança estrutural radical é necessário que fique desde logo claro que não se trata de um apelo a uma utopia irrealizável. Bem pelo contrário, a característica essencial das teorias utopistas modernas é precisamente a projeção de que o melhoramento das condições de vida dos trabalhadores pode ser alcançado no quadro estrutural existente nas sociedades criticadas. Foi neste espírito que Robert Owen de New Lanark, que mantinha uma parceria insustentável com o filósofo utilitarista liberal Jeremy Bentham, tentou realizar as suas reformas sociais e pedagógicas. Ele exigia o impossível. Como sabemos, o sonante princípio moral utilitarista do “maior bem para o maior número” não teve, desde que Bentham o advogou, nenhuma tradução real. O problema é que, sem uma correta compreensão da natureza econômica e social da crise do nosso tempo – que hoje já não pode ser negada nem sequer pelos defensores da ordem capitalista, mesmo que estes continuem a rejeitar a necessidade de uma mudança estrutural – as hipóteses de chegar a bom porto ficam seriamente comprometidas. O desaparecimento do “Estado Social”, mesmo nos poucos países privilegiados onde chegou realmente a ser implementado, apresenta-se como uma grande lição neste domínio.

Comissão discutirá fiscalização da rede privada de saúde

Agência Câmara de Notícias – 23/04/2012
A Comissão de Seguridade Social e Família realizará nesta terça-feira (24/04) audiência pública para debater as regras para a fiscalização da rede privada de saúde.
A iniciativa do debate é da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Ela reclama da ausência de regras para a fiscalização dos hospitais privados e decidiu debater esse tema por causa da morte, no dia 14 de fevereiro, do filho do ex-deputado federal Flávio Dino.

Brasília: seminário debate educação nas prisões brasileiras

Os ministros Aloizio Mercadante, da Educação, José Eduardo Cardozo, da Justiça, e Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, participam nesta segunda-feira (23) em Brasília de seminário sobre educação nas prisões. O encontro começa às 8h na sede do Conselho Nacional de Educação.

Privatização: você, como um contínuo fluxo de recursos

As privatizações estão se acumulando. Primeiro foi o gás. Depois as empresas de telefonia, de petróleo, de eletricidade, as moradias públicas, distribuição de água, as ferrovias e os aeroportos.
Por James Meek, na London Review of Books
Existem medidas para obliterar o conceito de moradia social; os hospitais do NHS [o SUS britânico] serão construídos e gerenciados privadamente; agora o David Cameron quer que empresas privadas e governos estrangeiros ‘invistam’ nas rodovias do Reino Unido. O que isso significa? O caráter episódico da privataria — um setor à venda, pausa, outro setor à venda — esconde a metaprivatização que já atravessou a barreira dos 50%. Os bens essencialmente públicos que Margareth Thatcher, Tony Blair e agora Cameron vendem não são as estações, os trens ou hospitais. É o público, em si. Somos nós.

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