I Encontro da Rede de Pesquisa Marxista na Saúde debate ‘Determinação social, sim! Contribuições para o pensamento crítico na saúde coletiva’

O I Encontro da Rede de Pesquisa Marxista na Saúde, sob o tema Determinação social, sim! Contribuições para o pensamento crítico na saúde coletiva, marca a primeira iniciativa coletiva dos/as pesquisadores/as que compõem a Rede, criada em 24 de junho de 2025.

O evento será gratuito com transmissão pelo YouTube (em breve, mais informações). As inscrições para certificação de ouvintes e apresentadores começam em 15 de outubro. Entretanto, a submissão de trabalhos já pode ser realizada. Saiba mais nesse link.

O evento reúne pesquisadores e pesquisadoras comprometidos com a retomada da determinação social como categoria central para o pensamento crítico em saúde. A proposta é reafirmar o vínculo dessa abordagem com a crítica da economia política, superando interpretações que a reduzem a um conjunto de “determinantes sociais da saúde”.

Em um contexto de avanço da extrema direita e de projetos conservadores, o encontro se propõe a discutir experiências e estratégias de resistência no Brasil e na América Latina, analisando como a perspectiva marxista tem contribuído para compreender e enfrentar as desigualdades em saúde.

A organização é de Daniele Correia, Diego Souza, Lúcia Guerra, Leonardo Carnut e Célia Sivalli.

Programação

Primeiro Dia

9hMesa de abertura

9h30 às 10h50 Eixo 1 – Reafirmando a determinação social no pensamento em saúde: fundamentos epistemológicos marxistas

Debate sobre a determinação social como categoria central do pensamento crítico em saúde, resgatando sua raiz marxista e sua potência teórico-política frente às leituras reducionistas e neoconservadoras aos desafios do capitalismo contemporâneo.

Moderação: Lúcia Guerra (GT 1-DHAA Rede PENSSAN)
Daniele Correia (UERJ)
Diego Souza (UFAL)
Célia Sivalli (EEUSP)
Leonardo Carnut (FMUSP)

Intervalo 10’

11h às 12h Eixo 2 – Subjetividades, saúde mental e determinação social: história e pensamento crítico

Discussão da produção das subjetividades e da saúde mental a partir da categoria de determinação social, articulando-a à história social da saúde e ao pensamento crítico em saúde coletiva. Busca-se problematizar os processos de sofrimento psíquico e adoecimento em suas mediações históricas, sociais e culturais, compreendendo-os não apenas como fenômenos individuais ou meramente biomédicos, mas como expressões das contradições inerentes à sociabilidade capitalista.  

Moderação: Diego Souza (UFAL)

Maria Cristina da Costa Marques (FSP-USP)
Vanessa Furtado (UFMT)
Pedro Costa (UNB)
Paulo Lira (Fiocruz)

12 às 14h – Intervalo almoço

14h às 17h – Apresentação de trabalhos Eixo 1 e Eixo 2

Segundo Dia

9h às 10h30 – Eixo 3 – Determinação social, emergência climática, alimentação e reprodução social da vida 

Reflexões da determinação social e saúde a partir da reprodução social da vida no Brasil, destacando a superexploração da força de trabalho e da natureza, os sistemas agroalimentares e energéticos, a emergência climática e suas consequências para o adoecimento e a resistência da classe trabalhadora racializada e generificada.

Moderação: Daniele Correia (UERJ)

Lúcia Guerra (GT1-DHAA/Rede PENSSAN)
Angelo Barreto (USP)
Alexandre Pessoa (Fiocruz)
Wescley Pinheiro (UFMT)

Intervalo 10’

10h40 às 12hEixo 4 – Determinação social e formação em saúde: a disputa teórico-política nos currículos

Análise da determinação social como eixo na formação em saúde, abordando a disputa teórico-política para sua inclusão nos currículos e a importância de consolidar um ensino crítico comprometido com a compreensão das contradições do sistema de saúde e do modo de produção capitalista.

Moderação: Leonardo Carnut

Iara Lopes (SMS/SP)
Cristiane Lemos (UFG)
Cristiane Pimenta (UFG)
Cássia Baldini (EEUSP)
Rodriane de Oliveira Souza (FSS/UERJ)

14h às 17h – Apresentação de trabalhos Eixo 3 e Eixo 4