Movimentos sociais debatem ofensiva neofascista e impactos na Saúde da América Latina
Acompanhe a íntegra do debate da Rede Lomsodes no YouTube do Cebes
Na noite de quarta-feira, 22 de outubro, a Rede Latinoamericana e Caribenha de Organizações e Movimentos Sociais pelo Direito a Saúde (Red Lomsodes) realizou o debate “La ofensiva neofascista en la coyuntura latinoamericana y su impacto en la salud de los pueblos”, com apoio do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes). O encontro virtual reuniu militantes, pesquisadores e lideranças sociais de diversos países da região, com exposições de Giglio Prado e Antonio Burela (Argentina), María Fernanda Andrade (Equador), José León Uzcátegui (Venezuela), sob moderação de Eduardo Espinoza (El Salvador). Emira Imaña (Bolívia) também deu sua contribuição.
Rede Latino-americana de Organizações e Movimentos Sociais pelo Direito à Saúde faz parte da Asociación Latinoamericana de Medicina Social (Alames). A atividade deu continuidade a um ciclo de debates sobre a conjuntura política e social latino-americana, com foco na ofensiva neofascista e suas implicações sobre saúde, democracia e direitos humanos.
O encontro começou com um balanço da suspensão do paro nacional indígena no Equador, apresentado por María Fernanda Andrade, que explicou que o governo encerrou o movimento diante da repressão estatal e das mortes ocorridas. Ela destacou a insatisfação dos povos indígenas e denunciou o uso crescente da militarização e da violência política no país.
Na sequência, Giglio Prado e Lili Burela, da Argentina, analisaram o cenário político pré-eleitoral e o avanço das forças conservadoras, ressaltando a resistência liderada por aposentados, médicos, universitários e sindicatos. Lili destacou o papel do movimento diverso de aposentados, que unifica diferentes setores sociais na luta por melhores condições previdenciárias, acesso a medicamentos e combate à precarização laboral.
José León Uzcátegui, da Venezuela, apresentou uma análise sobre a crise civilizatória global e a situação interna de seu país, marcada por pressões externas e severa crise econômica e social. Ele apontou a fragmentação da sociedade venezuelana em três blocos — madurismo, oposição e chavismo crítico — e defendeu a unidade popular latino-americana frente à crise global do capitalismo.
Emira Imaña, da Bolívia, ressaltou a necessidade de fortalecer a organização social e as redes populares diante das ofensivas neoliberais na região.
O encontro concluiu com a intenção de realizar, em breve um novo conversatório sobre a ofensiva neofascista, com retransmissão pelo YouTube e Facebook, ampliando a articulação com redes e movimentos latino-americanos.
Veja o debate a seguir:
