Dezembro foi um mês de grandes perdas para a saúde pública brasileira, com o falecimento da presidente da Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas, Suely Lins Galdino; da médica e doutora em Saúde Coletiva Luci Praciano Lima; e da ex-assessora de planejamento da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas, a médica cebiana Sonia Cavalcanti.
O Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) tem muito a celebrar nesse final de ano, com recente decisão do Comitê Consultivo da SciELO Brasil (Scientific Electronic Library Online) pela inclusão da Revista Saúde em Debate em sua base eletrônica.
O comunicado foi recebido pela entidade nesta semana, após reunião realizada no dia 13 de dezembro, onde o comitê concedeu parecer favorável ao ingresso da revista na biblioteca eletrônica que abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos brasileiros.
Passar pelos pesados portões de ferro de um manicômio judiciário é quase sempre um caminho sem volta. Entre muros e omissões, milhares de vidas seguem invisíveis aos olhos do Estado e da sociedade. Abandonados e anônimos, duplamente marginalizados – seja pelo estigma do transtorno mental seja pela situação delinquência -, os loucos infratores no Brasil sequer configuravam um número. É o que revela o primeiro mapeamento dos hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico do país, que identificou 3.989 pessoas internadas nas 26 unidades do país.
Mais da metade são negros, pobres e com baixa escolaridade, homens e mulheres com epilepsia, esquizofrenia, retardo mental, transtornos afetivos, de personalidade, da preferência sexual ou devido ao uso de álcool e outras drogas, segundo a classificação psiquiátrica que fundamenta os atos infracionais. Passados noventa anos da criação dos hospitais-presídios no país, uma pesquisa inaugural traz o primeiro perfil nacional de uma população esquecida: A custódia e o tratamento psiquiátrico – Censo 2011 – estudo idealizado e coordenado pela professora Debora Diniz, do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB), e financiado pelo Ministério da Justiça.
No último dia 13, o Conselho Nacional de Saúde, em decisão histórica e inédita, elegeu, pela primeira vez, um representante dos usuários para a presidência. No caso, uma usuária. Maria do Socorro de Souza, mulher, negra, assessora de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura e representante desta entidade no CNS, será a presidente do maior órgão de controle social do Sistema Único de Saúde pelos próximos 3 anos.
Faça sua doação
Ajudar o Cebes, significa que você apoia a luta, fortalece a instituição e integra esse coletivo de luta por uma saúde que seja pública universal e gratuita com um Sistema Único de Saúde (SUS) para todos!