Dados sobre o envelhecimento da população brasileira apontam nova transição demográfica

O indicador demográfico referente à proporção de idosos na população brasileira (Ind010103), publicado pelo Observatório sobre Iniquidades em Saúde da Fiocruz, com base na Pesquisa Nacional de Domicílios (PNAD), aponta para o crescimento na proporção de idosos entre 2001 e 2009. Em 2009, a macrorregião com maior proporção de pessoas com 60 anos ou mais é a Sudeste (12,7%), seguida pela Sul (12,3%), Nordeste (10,5%), Centro-Oeste (9,5%) e Norte (7,3%). Ao longo desse período (2001-2009) houve um aumento de aproximadamente 25% na proporção de idosos, principalmente na região Sudeste, e de quase 40% na região Centro-Oeste.
No Brasil, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais no total da população em 2009 é de 11,3%, porém na população com até 7 anos de escolaridade essa proporção é de aproximadamente 30%, o que representa uma baixa escolaridade desse grupo em relação aos demais grupos etários. Essa proporção de idosos aumentou cerca de 30% na população com 0 a 3 anos de escolaridade entre 2001 e 2009 e aproximadamente 50% na população com 4 a 7 anos de escolaridade.

Como funciona a máquina da desigualdade no Brasil

A máquina da desigualdade
Concentração dos meios de produção, orientação do mercado para a exportação e o consumo de luxo, atuação oligopolizadora do Estado, mentalidade senhorial das classes altas: esses quatro fatores estão na raiz dos abismos sociais e regionais. Mas há sinais promissores de mudanças

O Brasil aparece no cenário internacional como um exemplo de país capaz de realizar grandes avanços econômicos – colocando-se entre as mais importantes bases produtivas do mundo em desenvolvimento – sem deixar de ser uma sociedade fraturada, marcada por enormes diferenças de padrões de vida e de oportunidades entre seus habitantes. Ao mesmo tempo, esse país continental e magnificamente diversificado exibe acentuadas desigualdades entre suas regiões, expondo hiatos inaceitáveis.

Gilson Carvalho concede entrevista sobre a LC 141 e sobre a fixação de 10% do orçamento da União para o setor da saúde

– A Lei Complementar nº 141, da forma como foi publicada, representa a bandeira pela qual vinham lutando as entidades ligadas à saúde? O senhor avalia a aprovação da Lei como uma conquista?

A LC 141 representa a mais flagrante derrota da saúde pública brasileiras. Ela tinha um objetivo que era elevar os gastos federais com a saúde. Tudo o mais era periférico inclusive com muita coisa já definida em outras leis. Perdemos.

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