O avanço do privado

O que a nova classe média, um banco público e a Bolsa de Valores têm a ver com os rumos do SUS?
Afinal, qual é o papel do setor privado na prestação de assistência à saúde no Brasil? Hoje, pode-se fazer uma distinção clara entre o que é interesse público na área da saúde e o que é interesse privado? Como o processo de financeirização da economia afeta o chamado “mercado da saúde”? E a regulação, o que pode fazer diante desse novo cenário? Colocadas dessa forma, a relação entre as perguntas acima pode não ser muito clara em um primeiro momento. Entretanto, os questionamentos fazem parte da complexa teia de fatores que estão em jogo para a efetivação (ou enfraquecimento) da noção ampliada de saúde presente no SUS constitucional, aquele sistema sonhado por militantes da Reforma Sanitária como um direito de todos.
Se dependesse apenas da Constituição brasileira, a resposta para a primeira pergunta poderia ser dada sem maiores dificuldades. O texto é bastante claro quando determina que se “a assistência à saúde é livre à iniciativa privada”, o papel desse setor deve ser complementar ao SUS e segundo as diretrizes deste. No entanto, a realidade diz outra coisa. Em 2011, 47 milhões de pessoas buscaram a saúde privada, de acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No mesmo ano, o setor movimentou cerca de R$ 80 bilhões, enquanto o orçamento da União para a saúde ficou em R$ 72 bi.

Em vez de desmatar mais, usar melhor o que já foi desmatado

Dada a imensa subutilização das terras já desmatadas, é simplesmente absurdo exigir mais desmatamento. O desmatamento está se dando em áreas vulneráveis (como a Amazônia), e mantem o ciclo destrutivo. O ciclo agrícola deve conjugar os objetivos de produção, emprego e preservação dos recursos naturais. Não é de mais química e de mais desmatamento que a agricultura precisa, e sim de um salto de eficiência tecnológica, social e ambiental. O artigo é de Ladislau Dowbor.

Neoliberalismo tingido de verde de olho na Rio + 20

Em entrevista à Carta Maior, a antropóloga e ambientalista Iara Pietricovsky adverte para os riscos do agenda da chamada economia verde na Rio+20. “O ambiente de crise financeira dos países ricos estaria jogando água no moinho da lógica neoliberal de enxugamento dos estados nacionais também na área ambiental e abrindo generosos parágrafos para o setor privado se credenciar como o principal gestor de um novo paradigma econômico e ambiental”, diz.

ABRASCO encaminha posicionamento sobre MP 557 ao Ministério da Saúde

A ABRASCO, por intermédio do GT de Gênero e Saúde, encaminhou seu posicionamento ao Ministério da Saúde sobre a MP 557, que trata do Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para a Prevenção da Mortalidade Materna. Para saber mais, leia abaixo o documento na íntegra:
Em resposta a? solicitac?a?o feita pela coordenadora da a?rea te?cnica de Sau?de da Mulher, Dra. Esther Vilela, viemos a seguir expor a posic?a?o da Associac?a?o Brasileira de Sau?de Coletiva (ABRASCO) sobre a portaria que dispo?e sobre o Sistema Nacional de Cadastro, Vigila?ncia e Acompanhamento da Gestante e Pue?rpera para Prevenc?a?o da Mortalidade Materna.

A ‘revolução pecuária’: entre a fome e a destruição

J. B. Libanio
A população mundial anda pela faixa dos 7 bilhões. Gigantesco problema de alimentação. A fome não suporta adiar soluções. Se essas não chegam, as respostas chamam morte e revolta até a beira do caos. Caminhamos, sem dúvida, para momentos de explosão, quando as cifras da FAO nos falam de 1 bilhão de famintos. Com mínimo de fantasia, imaginamos hordas de famélicos a invadirem e destruírem tudo o que encontram.
A propaganda capitalista aponta a solução pela via do agronegócio e da pecuária em escala industrial. Mas, até então, assistimos ao terrível paradoxo do desperdício sem limite, de um lado, e, de outro, a fome a crescer. Junto com esse desafio sem medida, deparamos com o modelo devastador da pecuária industrial e da economia “verde”, que deixa intacta a estrutura do sistema. Este responde pela hecatombe perversa a ameaçar-nos.

Em entrevista, ambientalista defende referendo para barrar o novo Código Florestal

Do Instituto Humanitas Unisinos
Com a justificativa de que era necessário alterar o Código Florestal para favorecer os pequenos agricultores, “os especuladores rurais do agribusiness” aprovaram um texto substitutivo que prejudicará não só o meio ambiente, mas também a agricultura. “A aprovação do novo texto é um movimento para intensificar a exportação de grão, é um disfarce para exportar fertilidade e água”, assinala Francisco Milanez em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone.

COMECAR 28″A esquerda que não teme dizer seu nome”, novo livro de Vladimir Safatle

Somos obrigados a ouvir compulsivamente que “a divisão esquerda/direita não faz mais sentido”. Mesmo que ainda encontremos posições políticas e leituras dos impasses da vida social contemporânea radicalmente antagônicas, há uma clara estratégia de evitar dar a tais antagonismos seu verdadeiro nome. Ela é utilizada para fornecer a impressão de que nenhuma ruptura radical está na pauta do campo político ou, para ser mais claro, de que não há mais nada a esperar da política, a não ser discussões sobre a melhor maneira de administrar o modelo socioeconômico hegemônico.
O comentário é de Vladimir Safatle na introdução do seu novo livro A esquerda que não teme dizer seu nome publicado por Carta Maior, 12-05-2012.

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