Para especialista, partidos brasileiros ainda são entrave à participação feminina na política

Embora as mulheres tenham conquistado o direito ao voto no Brasil há 80 anos, esse fato não contribuiu para assegurar uma relação de equidade na representação política. Apesar de o país ser presidido por uma mulher, a atual bancada feminina na Câmara representa apenas 8,77% do total da Casa, com 45 deputadas. No Senado, há 12 senadoras, entre os 81 lugares.
Na opinião do professor José Eustáquio Diniz Alves, doutor em demografia e professor titular do mestrado em estudos populacionais e pesquisas sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence), os partidos políticos brasileiros ainda funcionam como “um grande funil” que impede o aumento da participação política feminina.

Os médicos e os planos de saúde

Há poucos dias um amigo médico me procurou bastante angustiado. Fora intimado para responder a uma denúncia no Conselho Regional de Medicina. Motivo: negligência? Não. Segundo a empresa de plano de saúde que o denunciou, excesso de zelo. O médico está respondendo por ter prescrito muitos exames para uma paciente com quadro de suspeita de câncer.
É sabido que há muitos anos as empresas de plano e seguro de saúde vêm tratando a classe médica de forma aviltada. Pagam valores irrisórios por consultas e procedimentos cirúrgicos, incompatíveis com a importância que a profissão tem para a concretização do direito universal de acesso e garantia da saúde.

Alaerte Martins: A morte materna invisível das mulheres negras

Começou dia 13 de fevereiro e vai até 2 de março, em Genebra, Suíça, a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (Cedaw), da Organização das Nações Unidas (ONU).
Para o Brasil, especificamente, sexta-feira passada, 17, foi chave. A ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), apresentou um relatório sobre as medidas adotadas pelo Estado brasileiro para promover a igualdade de gênero. O enfrentamento da mortalidade materna foi um dos temas abordados.

Resolução sobre saúde

Ricardo Menezes, médico sanitarista, cebiano, divulga documento aprovado no Congresso da Articulação de Esquerda, tendência interna do Partido dos Trabalhadores. O texto, manifesto contra o desmonte do SUS, também faz um resgate histórico do maior sistema universal de saúde pública do mundo e nos traz um alerta sobre o estrangulamento orçamentário e a acelerada privatização dos serviços públicos de saúde.

Licença para Faturar e Matar

Na madrugada do dia 19 de janeiro, um funcionário do alto escalão da administração pública federal, morreu em Brasília de infarto agudo do miocárdio, depois de ter procurado dois hospitais privados, Santa Lucia e Santa Luzia. Ambos lhe bateram a porta na cara. A sequência de causas da negação do atendimento se iniciou com o não credenciamento de ambos os estabelecimentos ao plano de saúde GEAP. Seguiu-se o segundo ato: a solicitação de um cheque-caução (na prática serve também cartão de crédito com limite acima de 20.000 reais). O paciente e a esposa estavam sem cheque. Nenhuma novidade. Muita gente tem histórias semelhantes para contar. Mas como nem sempre os relatos acabam mal ou seus personagens não são figurões, vai ficando tudo por isso mesmo e os episódios se encerram após duas sessões. Desta vez, haverá um terceiro ato. Está em curso em uma investigação para identificar, no singular ou no plural, a responsabilidade pela omissão de socorro.

Pleno do CNS cobra o corte de R$ 55bi da presidenta Dilma

No documento divulgado, os conselheiros nacionais de saúde se manifestaram contrários ao grande volume do corte que será realizado nos cofres da saúde, área mais afetada pelo contingenciamento, e solicitam à presidenta que seja feita uma revisão dos valores. “No Brasil, é crônico o sub-financiamento da saúde. A União, em particular, não tem priorizado os investimentos em saúde, tendo reduzido sua participação no montante total de recursos aplicados na saúde ao longo dos últimos 20 anos…”.

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