Em nome do “maternalismo”, toda invasão de privacidade é permitida

Cresce entre feministas históricas e grupos que atuam em defesa da atenção integral à saúde da mulher, dos seus direitos sexuais e direitos reprodutivos o movimento contra a Medida Provisória 557, que institui o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna. Assinam-na a presidenta Dilma Rousseff e os ministro Alexandre Padilha (Saúde), Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento).
“Já imaginou se, via MP, se tentasse tornar compulsório o teste de HIV e a soropositividade tivesse de ser declarada? Ou, para não irmos tão longe, o teste de sífilis, já que aids, embora seja doença crônica, ainda pode ser fatal? Ia haver uma grita geral, não é? Mas como se trata das mulheres e da maternidade toda invasão de privacidade é permitida.”

Proteja-se da leptospirose após fortes chuvas

Uma das principais preocupações com as enchentes é a leptospirose. A doença é causada por uma bactéria presente na urina de ratos, ratazanas e camundongos, presente na água das enchentes, lama e esgoto. Sua transmissão acontece pelo contato da urina com a pele ou mucosas. Assim, é importante que cidadão conheça alguns cuidados para prevenir e identificar os sintomas da doença.

A economia do fim do mundo

S ESTADOS UNIDOS emergiram da Segunda Guerra Mundial como a única grande economia que não teve sua indústria arrasada por bombas. O cenário era um parque produtivo superdimensionado, a economia global em frangalhos e milhares de soldados a voltar para casa. O que fazer para não voltar à recessão anterior ao conflito, quando hordas de desempregados vagavam em busca de trabalho e comida? A ideia, aparentemente genial, veio de um consultor norte-americano especializado em varejo, Victor Lebow, que viu na aceleração do ciclo de produção e consumo a saída para o impasse:”Nossa economia enormemente produtiva requer que façamos do consumo o nosso modo de vida, que convertamos a compra e o uso de mercadorias em rituais, que busquemos a nossa satisfação espiritual ou do nosso ego no consumo. Nós precisamos de coisas consumidas, destruídas, gastas, substituídas e descartadas numa taxa continuamente crescente”. E isso foi feito, a ponto de 99% dos produtos vendidos pelo comércio nos EUA terem sido abandonados no fundo de armários ou gavetas, ou simplesmente descartados em apenas seis meses.

Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vatican

Em 28 de março de 2011, a presidenta Dilma Rousseff, acompanhada do ministro Alexandre Padilha, lançou, em Belo Horizonte (MG), a Rede Cegonha.
A farmacêutica Clair Castilhos (aqui), a cientista social e jornalista Telia Negrão (aqui) e a médica e escritora Fátima Oliveira (aqui e aqui), alertaram: a Rede Cegonha é retrocesso de 30 anos nas políticas de gênero, saúde integral da mulher e direitos reprodutivos e sexuais.
Do ponto de vista de atenção integral à saúde das mulheres – o paradigma oficial do Estado brasileiro desde a década de 1980 –, a Rede Cegonha é reducionista. Retoma a noção e a prática de saúde materno-infantil, coisa que em medicina nem existe mais.
Significa atenção à saúde da mãe e da criança como unidade indissociável, na qual as mulheres deixam de ser sujeitas principais do evento reprodutivo, o foco passa a ser o bebê. Um conceito antigo, conservador e do agrado absoluto da Santa Sé.
Meses depois, após muitos embates com os movimentos de mulheres via blogosfera principalmente, o Ministério da Saúde pareceu recuar. Ao emitir a Portaria, que formalizou a Red

Cooperação entre Brasil e Moçambique vai produzir lotes contra o HIV

A partir de 2012, Moçambique representará uma nova fase na luta contra a epidemia de HIV/Aids na África subsariana. Está previsto para o segundo semestre deste ano o início da produção dos primeiros lotes de antirretrovirais da fábrica, fruto de uma parceria com Farmanguinhos. Com isso, o país africano pretende aumentar o acesso às drogas contra a doença e ao mesmo tempo diminuir a dependência internacional. Maputo vai ter o primeiro laboratório da região (excluindo a África do Sul) certificado pela OMS para a produção dos antirretrovirais além de outros medicamentos.
Depois do lançamento dos primeiros antirretrovirais combinados, em 1996, o acesso às drogas nunca deixou de ser desigual. Enquanto as grandes farmacêuticas continuaram investindo em novas fórmulas no Primeiro Mundo, as nações emergentes apostaram no desenvolvimento de genéricos. Já os países pobres assentaram os seus programas de combate à Aids em doações internacionais. Segundo um site português, nos próximos quatro anos o Brasil vai investir 16 milhões de euros nesta fábrica em Maputo e formar cem técnicos, garantindo acesso a conhecimentos que até agora não existiam no país.

Grandes fortunas, argumentos pequenos

O debate sobre a criação de um imposto sobre as grandes fortunas, que poderia ser de grande utilidade para reforçar o dinheiro da saúde pública, esbarra numa visão política dos milionários brasileiros sobre si próprios.
Eu, você e a torcida do Flamengo, do Corinthians, do Palmeiras, do Vasco….não queremos pagar mais impostos. Detestamos. (Na verdade, eu acho até que muita gente faz do imposto de renda um alvo exagerado e não percebe que, muitas vezes, é o salário que está baixo e não o imposto que se tornou muito alto. Mas voltemos ao assunto inicial).

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