Queremos financiar com recurso SUS as Comunidades Terapêuticas? Ampliar o investimento em hospitais psiquiátricos públicos e privados?
Temos vivenciado um momento completamente arbitrário à defesa da Reforma Psiquiátrica como diretriz de uma Política de Saúde Mental construída democraticamente por usuários, trabalhadores e gestores de saúde nos últimos 20 anos, na medida em que a nova gestão do Ministério da Saúde torna públicas as suas propostas contrárias a qualquer defesa destes segmentos.
Um exemplo disso e, talvez um dos assuntos mais polêmicos do momento é o financiamento SUS às Comunidades Terapêuticas, instituições que sequer são validadas enquanto Unidades de Cuidado em Saúde. É inegável que estas instituições têm exercido um papel considerável na reabilitação de usuários abusivos e/ou dependentes de álcool e outras drogas nos últimos anos, com condições ou não de fazê-lo, muitas das vezes. Contudo, a decisão de investir nesses equipamentos como adequados para o cuidado deste público é no mínimo promotor de divergências entre uma maioria que apóia a conformação de uma Rede de Atenção à Saúde Mental e Álcool e Drogas resolutiva, que dê conta da complexidade do cuidado em saúde, com investimento direto nos serviços substitutivos e na Atenção Básica.
