Saúde em Debate v. 44 n. Especial 2 – Desenvolvimento, desastres e emergências em saúde pública

EM ABRIL DE 2019, COMPLETANDO TRÊS MESES APÓS O DESASTRE provocado pela Vale, que atingiu Brumadinho com centenas de óbitos e afetou dezenas de outros municípios com a lama de rejeitos e seus contaminantes ao longo do Rio Paraopeba, começamos a preparar este número especial da revista ‘Saúde em Debate’, tendo como tema: Desenvolvimento, Desastres e Emergências em Saúde Pública. Nosso objetivo inicial foi combinar em um mesmo número a pesquisa acadêmica e o debate público sobre diferentes tipos de desastres e as emergências em saúde, incluindo a emergência climática. Embora interconectados, esses eventos e processos costumam ser abordados de modo distintos, por diferentes tradições científicas e organizações da sociedade. Ao mesmo tempo, ainda que constituam expressões dos processos de desenvolvimento social e econômico, nos níveis global, nacional, regional e local, são muitas vezes tratados como se fossem somente o resultado das falhas tecnológicas ou de eventos e processos da natureza.

Saúde em Debate v.44 nº 125

O editorial da Saúde em Debate nº 125, assinado por Ana Maria Costa, Maria Lucia Frizon Rizzotto e Lenaura de Vasconcelos Costa Lobato, abre a revista com uma análise sobre a Covid-19 no Brasil: “A pandemia encontrou a Nação com um governo de ultradireita, militarizado, desnorteado e submerso em uma crise política, agravada por um baixo desempenho da economia com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), em 2019, de apenas 1,1% e contabilizando cerca de 13 milhões de desempregados. Essa combinação de fatores e crises tem aprofundado a instabilidade política e se revelado trágica sob todos os pontos de vista, fazendo com que o País se assemelhe a uma nau sem rumo, prestes ao naufrágio”.

Saúde em Debate v.44 nº 124

O editorial do primeiro número regular da Saúde em Debate de 2020 abre a revista com o título “Lockdown ou vigilância participativa em saúde? Lições da Covid-19”. Traz contribuições para entender o mundo da saúde coletiva no momento crítico da pandemia de Coronavírus de 2020. O Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) tem pautado sua ação de estudos e intercâmbio científico translacional entre os setores saúde, economia, direito, educação popular, e outros, com a interface formalizada nos fóruns de instituições criadas para a luta pela saúde e pela vida.

Saúde em Debate v. 43 n. Especial 8 – Outros olhares para a Reforma Sanitária Brasileira

O objetivo deste número temático foi reunir questões contemporâneas que problematizam o caminho de construção de uma política de saúde no Brasil que garanta a dignidade e o ‘bem-viver’ das populações. Desde a Constituição Federal de 1988, vêm sendo feitos esforços de consolidação de direitos, mas uma pauta extensa de reivindicações ainda precisa ser afirmada, lidando com a legítima questão: ‘Direito para quem?’

Saúde em Debate v.43 nº 123

A Vigilância em Saúde que hoje reúne a vigilância epidemiológica, sanitária, ambiental e de saúde do trabalhador ainda tem muito que progredir até dar direito pleno de notificação epidemiológica a todos os cidadãos, e não apenas aos profissionais de saúde. (…) O corolário do século XXI é: sem democracia e comitês populares participativos, não há Vigilância em Saúde

Saúde em Debate v. 43 n. Especial 7 – Ciências sociais e saúde coletiva: diálogos

Número temático explora em perspectiva multiprofissional um leque de temas de interesse do campo das ciências sociais aplicado à área de saúde. Retomando o pressuposto original do projeto da saúde coletiva, os artigos e ensaios reunidos incorporam ‘no seu criar, no seu pensar e no seu fazer’ os diferentes pontos de vista das diversas ciências humanas e sociais e do campo da saúde.

Saúde em Debate v. 43 n. 6 – Atenção básica e a micropolítica da gestão

Atenção básica e a micropolítica da gestão – Propor movimentos de análise sobre o processo que opera na gestão e na produção das equipes de saúde não é uma ação rotineira que identificamos nos serviços. Com facilidade, o que encontramos são conflitos de diferentes origens e uma baixa capacidade de enfrentá-los como matéria: o gerar. São processos que agitam a vida dos serviços que recortam as atividades e nos convocam para análise, um convite que quase sempre deixamos para depois. São pontos que agitam o nosso processo de operar por entre as lógicas instituídas como analisadores. Tomar o cotidiano do trabalho nas suas diferentes redes e formas de atenção e gestão requer um exercício de olhar para uso das tecnologias que são incorporadas nesse processo em suas diferentes dimensões: operativas, políticas, comunicacionais, simbólicas, subjetivas.

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