2° Encontro Nacional dos Médicos do MST debate precarização dos sistemas públicos de saúde latinoamericanos

2° Encontro Nacional dos Médicos do MST debate precarização dos sistemas públicos de saúde latinoamericanos

Por Judite Santos, do site do MST.

 

Entre os dias 28 a 30/11, a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), em Guararema (SP), recebeu o 2° Encontro Nacional dos Médicos do MST. O encontro buscou aprofundar o debate sobre a questão da saúde no Brasil e na América Latina, ao analisar a precarização do sistema público nesses países.

Além do MST também participaram do atividade médicos militantes de outras organizações da Via Campesina e da Consulta Popular, com a perspectiva de construir espaços de debate e organização de coletivos de saúde no campo popular, junto ao fortalecimento da luta pela saúde enquanto um direito universal.

Em 15 anos, o MST formou mais de 100 médicos por meio da Escola Latino Americana de Medicina (ELAM), em Cuba e na Venezuela. Atualmente, os Sem Terra atuam em diferentes municípios do Brasil, sobretudo na atenção básica a saúde da população.

Segundo Antonio Marcos, médico formado em Cuba, a luta da sociedade brasileira pelo acesso à saúde reafirma a ideia de que a saúde não deve ser um bem de consumo, mas um direito de todas as pessoas. “O desafio está em participar da militância ativa contra a privatização do sistema de saúde no Brasil”, acredita.

Como explica Marcos, o debate sobre a saúde defendido pelos movimentos sociais é uma das ferramentas para o fortalecimento das organizações para enfrentar o modelo mercantilista de saúde.

De acordo com Mercedes Zuliani, representante do coletivo nacional de saúde do MST, “reafirmar a luta pela terra e pela Reforma Agrária é determinação social do processo saúde-doença, conforme conceito ampliado da 8° Conferência Nacional da saúde em 1986”.

O encontro reafirmou a necessidade de se organizar para fortalecer a luta, a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliar as conquistas no campo da Reforma Agrária e da saúde do povo brasileiro.

 

Fonte: MST



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