Para presidente do Cebes, eleições definirão futuro do SUS
Por Outra Saúde – Carlos Fidelis comenta sobre o futuro da saúde em jogo nas eleições • Live debate os movimentos populares em saúde nas eleições na América Latina
Às vésperas da 2ª Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde, Carlos Fidelis da Ponte, o presidente do Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes) destaca o papel fundamental do SUS na construção de uma sociedade mais justa. “É um momento estratégico para definirmos diretrizes políticas para os próximos anos. A Saúde é um empreendimento coletivo e um bem comum. Foi fiadora da democracia brasileira, marco civilizatório, e pode impulsionar o desenvolvimento econômico”, afirmou.
A segunda edição da Conferência, realizada no Rio de Janeiro nesta sexta, 28, com transmissão ao vivo, repete o esforço político de sua edição inaugural, em agosto de 2022, que representou uma forte declaração de apoio do ativismo da saúde pública em favor da eleição do presidente Lula.
O encontro desta sexta é parte do processo de construção da 18a Conferência Nacional de Saúde, em 2027, e de certa forma repete o clima político de sua edição anterior, marcada pela polarização entre Lula e Jair Bolsonaro. À frente de uma entidade criada em meio à ditadura, que completa meia década em 2026, Carlos Fidelis entende que a eleição de outubro tem peso histórico para a realização dos objetivos do SUS como algo mais do que um serviço público de saúde.
“Nos 50 anos do Cebes, temos clareza de que as eleições de 2026 dizem respeito diretamente ao futuro do SUS e da Reforma Sanitária. É hora de discutirmos propostas para o futuro da Saúde. O voto definirá correlações de forças que influenciarão financiamento, prioridades orçamentárias, política industrial, ciência e tecnologia, regulação e o próprio papel atribuído ao Estado”, elencou.
América Latina: nas eleições, o papel dos movimentos pela saúde
O canal do YouTube de Outras Palavras transmitiu na terça (25) o evento “Os movimentos populares em saúde nas eleições na América Latina”, promovido pelo Movimento pela Saúde dos Povos (MSP) e pelo Outra Saúde.
O Brasil vive um processo eleitoral decisivo para os rumos do Sistema Único de Saúde e da democracia. Nos últimos anos, México e Colômbia também passaram por eleições que impulsionaram mudanças em suas políticas de saúde. Por isso, a conversa contará com membros de movimentos sociais dos três países do continente latino-americano para debater estratégias de luta em prol do avanço de projetos contra-hegemônicos de sociedade e comprometidos com a defesa do direito à saúde.
