Boletim Cofin 2020/10/28

Dados até 27/10/2020 apurados pela Comissão de Orçamento e Financiamento do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Elaboração: Francisco R. Funcia (CNS e USCS), Rodrigo Benevides (IPEA) e Carlos Ocke (IPEA)
Fonte: Adaptado de SIGABRASIL e SIOP (dados até 27/10 – acesso em 28/10/2020)
Divulgação: 29/10/2020

Resumo Executivo do Boletim:

O Ministério da Saúde tem R$ 43,7 bilhões de recursos para o enfrentamento do novo coronavírus (similar ao do Boletim anterior), sendo que 15,1% estão a empenhar, isto é, sem definição de despesa ou “parados” sem uso no orçamento do Ministério da Saúde (MS)Tabelas 1 e 1.1 e Gráficos 1-A a 1-H

Houve aumento de R$ 258 milhões (em comparação ao Boletim anterior) no orçamento para Aplicação Direta do MS no combate ao Covid-19 que aumentou de R$ 9,6 bilhões para R$ 9,9 bilhões (inferior aos cerca de R$11,4 bilhões do mês de junho) dos quais:…

  • 35,4% não foram empenhados não se efetivaram como pedidos de compra de respiradores, máscaras e outros itens necessários para a população, para os trabalhadores da saúde e para equipar as unidades de saúde pelo Brasil; e
  • foram pagos R$ 4,5 bilhões (ou 45,1%), o que representou um aumento de R$ 25 milhões em comparação ao Boletim anterior.

Houve redução de R$ 7 milhões (em comparação ao Boletim anterior) no orçamento para Transferência aos Estados/DF que permaneceu em R$ 9,3 bilhões (inferior aos cerca de R$ 10 bilhões do mês de junho), dos quais, 14,4% estão a empenhar, isto é, sem definição de despesa ou “parados” no orçamento, esperando a decisão de quanto transferir para cada estado. Foram pagos R$ 8,0 bilhões (ou 85,1%), o que representou um aumento de R$ 43 milhões em comparação ao Boletim anterior.

Houve redução de R$ 255 milhões (em comparação ao Boletim anterior) no orçamento para Transferência aos Municípios para o combate da Covid-19 – que reduziu de R$ 23,0 bilhões para R$ 22,7 bilhões (semelhante aos valores do mês de julho), dos quais 7,6% estão a empenhar, isto é, sem definição de despesa ou “parados” a espera da decisão de quanto transferir para cada município. Foram pagos R$ 20,8 bilhões (ou 91,4%), o que representou um aumento de R$ 106 milhões em comparação ao Boletim anterior.

Não houve alteração de valores orçamentários na Ação 21C0; a Tabela 2-B revela que, em termos consolidados, o nível de liquidação do conjunto das despesas do Ministério da Saúde está regular com e sem a inclusão dos valores da Ação 21C0. O valor total autorizado ASPS, deduzido do valor da Ação 21C0, está menor que o valor do piso federal do SUSTabela 2-A

Foram identificadas três medidas Provisórias com saldos a empenhar (correspondente a 0,3% dos valores autorizados por essas MP’s) cujo prazo de 120 dias expirou e que, por não terem sido convertidas em lei, não poderão mais ser empenhados pelo Ministério da Saúde, portanto, não poderão mais ser utilizados – Tabelas 4 e 4.1. Segundo a Tabela 4.2, dos R$ 206 milhões empenhados no período 21-27/10/2020 , os maiores valores oneraram a MP 967 (19/05/2020) R$ 111 milhões e a MP 969 (20/05/2020) 72 milhões.

recursos ainda não empenhados, portanto, sem uso no orçamento (desde abril/2020), sendo que os valores das quatro MP’s editadas até junho/2020 (e já convertidas em lei) são, respectivamente:

941, de 02/04/2020 (R$ 35 milhões);
967, de 19/05/2020 (R$ 2,4 bilhões);
969, de 20/05/2020 (R$ 1,7 bilhão);
976, de 04/06/2020 (-R$ 259 mil) valor negativo pela terceira semana consecutiva (informado pelo MS como decorrência da variação cambial).
A soma desses valores é R$ 4,1 bilhões (23,6% do total autorizado para as três primeiras MP’s).

Dos R$ 44,2 bilhões autorizados por todas as MP’s nas ações relacionadas ao combate da Covid-19 no Ministério da Saúde…
…R$ 34,8 bilhões (ou 78,8%) foram liquidados e
…R$ 34,6 bilhões (ou 78,4%) foram pagos o saldo empenhado a pagar é R$ 2,9 bilhões.