A desvalorização dos profissionais de Saúde Pública

Por Maria Aparecida de Assis Patroclo, dooutora em saúde pública pela ENSP/Fiocruz, e parte da equipe de Criola, ONG de mulheres negras, via Blog Saúde Brasil.
A busca por referências bibliográficas sobre esse tema em bancos de periódicos, de dissertações e teses revela a inexistência de estudos com esse objeto, ainda que a questão da precarização das relações de trabalho receba algum tipo de atenção de estudantes, professores e pesquisadores.
Entretanto para quem atua ou pretende atuar na execução das ações e atividades nos sistemas públicos de saúde, essa é com certeza uma questão central nos dias de hoje no Brasil.

“Sônia Terra e o futuro”

O Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) lamenta a prematura morte da médica sanitarista Sônia Terra, que aconteceu na capital federal, no dia 12 de fevereiro, em decorrência de um câncer com o qual vinha lutando há três anos.
Nas décadas de 70 e 80, Sônia integrou a forte movimentação nacional que resultou na criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Recentemente, foi assessora do Conasems e esteve envolvida com a cooperação canadense em promoção da saúde.
Uma das responsáveis pelas propostas de descentralização em São Paulo, anterior ao projeto que foi apoiado pelo Banco Mundial nos anos 80, Sônia é também autora do livro “Cidades saudáveis: uma urbanidade para 2000” e será lembrada pela militância e engajamento na luta pelo direito à saúde publica.

Capital financeiro e mudança climática

As forças do capital financeiro dificultarão muito o enfrentamento das mudanças climáticas. Alguns dizem que a estrutura do setor financeiro não facilitará a transição para uma economia de baixo nível de carbono. O problema é mais grave: o sistema financeiro é um potente obstáculo para prevenir uma catástrofe derivada do aquecimento global.
Para avaliar a dimensão do perigo, é importante recordar alguns dados. Na atualidade, a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera alcança as 394 partes por milhão (ppm). O CO2 é o gás de efeito estufa mais comum (não é o único, nem o mais potente). Os modelos mais desenvolvidos sobre mudança climática indicam que só abaixo das 450 ppm de CO2 se tem uma probabilidade de manter o aumento de temperatura dentro da classe dos graus centígrados. Os cientistas consideram que esse patamar não deve ser rebaixado caso se queira evitar uma mudança climática catastrófica.

Bento XVI: Crise e exaustão conservadora

Dinheiro, poder e sabotagens. Corrupção, espionagem, escândalos sexuais.
A presença ostensiva desses ingredientes de filme B no noticiário do Vaticano ganhou notável regularidade nos últimos tempos.
A frequência e a intensidade anunciavam algo nem sempre inteligível ao mundo exterior: o acirramento da disputa sucessória de Bento XVI nos bastidores da Santa Sé.
Desta vez, mais que nunca, a fumaça que anunciará o ‘habemus papam’ refletirá o desfecho de uma fritura política de vida ou morte entre grupos radicais de direita na alta burocracia católica.

Combater o crack sem imposição, falando a língua dos dependentes?

Marcos Lopes é ex-usuário e ex-traficante. Abandonou o tráfico em 2002, segundo ele, graças ao estudo. Formou-se em Letras e escreveu o livro Zona de Guerra (publicado em 2009 pela Matrix Editora) no qual narra sua trajetória. É fundador do Projeto Sonhar e, aos 29 anos, se dedica a apresentar portas de saída da dependência química e do mundo do crime a outros jovens em bairros da Zona Sul de São Paulo.
Marcos escreveu um artigo para este blog sobre a internação compulsória, política que foi adotada recentemente em São Paulo e tem gerado polêmica. Segundo ele, é possível convencer dependentes do crack a buscarem tratamento sem usar da violência, falando a mesma língua que eles.
Por que a internação compulsória de usuários não é a melhor solução para lidar com a droga, por Marcos Lopes
Os veículos de comunicação e redes sociais tem nos bombardeado com a discussão sobre a internação compulsória de dependentes químicos. Fazem parecer algo simples e banal definir o destino de pessoas que vivem às margens de uma sociedade caótica, de uma educação falida e de uma saúde precária. Mas tirá-los à força das ruas e trancafiá-los num hospital, sob efeito de remédios, só causará ao usuário mais indignação, revolta e até uma posterior recaída.

Organizações de mulheres e o resgate do parto normal

O aumento das taxas de partos cesáreos é um fenômeno mundial, verificando-se principalmente em países desenvolvidos com modelos de assistência ao parto centrado no atendimento médico-hospitalar.
O procedimento cirúrgico, inicialmente desenvolvido para salvar a vida do feto, quando em caso de morte materna, passou a ser utilizado também, devido ao desenvolvimento de melhorias de segurança na operação e também ao desenvolvimento de novas tecnologias da saúde, em casos de gravidez de risco ou mesmo em complicações no trabalho de parto. Porém, estudos recentes apontam a elevação das taxas de parto cesáreo como um fenômeno mundial, tratado em alguns países como epidêmico, e verificado desde o final do século XX.

Gilson Caroni: Imprensa e toga, a tentação do golpe é grande

Como realizar uma tarefa desmedida, a retomada da agenda neoliberal, se na direita nada há que não seja um imenso vazio? A sua ideologia, incapaz de se reciclar, continua se apoiando em um pensamento econômico que, além do fracasso retumbante, exige para sua implantação, a derrocada das mínimas condições democráticas vigentes.
Para operar a demolição do país é necessário modificar profundamente a estrutura de poder no Brasil. E não nos iludamos. O protagonismo do judiciário, traduzido em confronto permanente com o Legislativo e outras instâncias da organização republicana, nomeadamente, o Poder Executivo, é peça central de uma onda golpista que tende a se acirrar em 2013.

Pesquisador da ENSP participa de especial sobre drogas

O coordenador do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental e Atenção Psicossocial da ENSP e Diretor da Política editorial do Cebes, Paulo Amarante, participou, no último domingo (3/2), do programa especial sobre drogas exibido pelo canal 11 da Net Rio.

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