A enfermaria vazia

No começo do século XX século, as práticas médicas de assistência ao parto, cruentas e arriscadas, continuavam encontrando enorme resistência das parturientes. Também no Brasil, desde o século anterior, além das mulheres de famílias ricas o suficiente para pagarem os honorários dos obstetras, em partos domiciliares ou hospitalares, as usuárias dos serviços médicos — os hospitais de ensino — eram as mulheres desvalidas, que não tinham aonde ir na hora do parto, e as parturientes de casos desesperados, que não haviam se resolvido com os recursos não-médicos. As demais eram atendidas por parteiras, mais leigas ou mais cultas, que davam consultas sobre vários temas, como cuidados com o corpo e tratamento de doenças venéreas. De acordo com relatos médicos, também ofertavam recurso para prevenir a concepção indesejada, para abortar, e eventualmente colaboravam com a exposição.

Medidas de Dilma são insuficientes para encarar a crise

As políticas e os programas que vem sendo executados pela Presidenta Dilma e que são, em verdade, a resultante de um permanente confronto entre os diversos setores, de progressistas a conservadores, da classe hegemônica, representados no Executivo e no Legislativo, apontam, em sua maioria, na direção estratégica correta. Todavia, não são ainda suficientes para enfrentar o crescente desafio da crise internacional no que ela tem de mais regressivo e para aproveitar a oportunidade excepcional que ela oferece ao Brasil. O artigo é de Samuel Pinheiro Guimarães.
1. O desenvolvimento é um processo caracterizado pela utilização, cada vez mais ampla e intensa, dos recursos naturais, da força de trabalho e do capital de uma sociedade para torná-la cada vez, mais próspera, mais igual, mais justa e mais democrática.

Ato pede retirada de nomes da ditadura de monumentos públicos

Marcha de protesto realizada no Rio de Janeiro neste domingo (29) pediu a retirada do nome de torturadores ou representantes da ditadura de qualquer monumento público e defendeu a necessidade de se criar um programa de proteção às testemunhas que deponham na Comissão da Verdade instalada pelo governo federal. Estudantes do Levante Popular da Juventude realizaram um ato de escracho na estátua do ex-ditador Castelo Branco (1964-67).

A Articulação Estadual de Memória, Verdade e Justiça do Rio de Janeiro realizou no domingo (29) uma marcha de protesto pela orla de Copacabana contra militares e ex-militares acusados de tortura e violação aos direitos humanos durante a ditadura militar de 1964 a 1985. Os manifestantes pediram a retirada do nome de torturadores ou representantes da ditadura de qualquer monumento público e lembraram a necessidade de se criar um programa de proteção às testemunhas que deponham na Comissão da Verdade instalada pelo governo federal, além de reafirmarem que a comissão não deve só investigar, mas também divulgar e punir os responsáveis pelos crimes cometidos pelo estado brasileiro durante o período.

Estado, fascismo e saúde

A crise econômica do capitalismo nos anos 1930 levou o mundo à segunda guerra mundial. Nessa guerra combateram juntas nações capitalistas e socialistas face ao grande perigo representado pela hegemonia nazi-fascista dos países do eixo Alemanha-Itália-Japão.
A característica da economia política do nazi-fascismo englobava soluções de conflito, propriedade e controle da sociedade baseada em mecanismos nos quais o estado é governado por grupos autônomos filiados a um birô central que detêm o poder de determinar o mando político à revelia da maioria da população, terminando em última instância por inviabilizar as regras do próprio capitalismo, como o livre comércio e a circulação de capitais privados. Não fosse por isso os Estados Unidos da América e boa parte dos países europeus seriam nazi-fascistas.

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