Anvisa reforça discurso para o banimento de inibidores de apetite

Durante uma audiência pública realizada ontem (02/04) no Senado, o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, reiterou a ideia de se proibir a venda de medicamentos inibidores de apetite que contenham sibutramina e os anorexígenos anfetamínicos (anfepramona, femproporex e mazindol). Do outro lado da discussão, representantes dos endocrinologistas argumentam que os benefícios desses medicamentos são maiores que os riscos.

Cebes participa do I Encontro Nacional de Estudantes de Saúde Coletiva

Entre os dias 20 e 24 de abril, foi realizado no Campus UFRJ, na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, o I Encontro Nacional de Estudantes de Saúde Coletiva (ENESC). Representantes de várias entidades ligadas à saúde pública estiveram presentes. A diretora do Cebes, Ligia Giovanella, também participou da atividade, compondo a mesa “Unidos para reescrever a história da Saúde no Brasil”, no último dia do evento, que discutiu os seguintes temas: Mercado de Trabalho e suas interfaces com a graduação em Saúde Coletiva, Educação em Saúde Coletiva e Demandas Sociais em Saúde.

Hospitais universitários opõem Dilma e sindicatos

Depois do salário mínimo, agora é a vez da “terceirização” dos hospitais universitários, prevista em medida provisória, acirrar os ânimos entre entidades sindicais e a presidenta. Sindicalistas veem começo de processo de privatização das universidades
Após o desgaste inicial do governo com os movimento sindicais na votação do salário mínimo, a presidenta Dilma Rousseff precisará de jogo de cintura para novamente acalmar os ânimos dos sindicalistas. Uma nova batalha do movimento sindical deve eclodir no Congresso nas próximas semanas, quando representantes dos trabalhadores das áreas da saúde e da educação prometem engrossar o coro contra a Medida Provisória 520/10, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares S.A. (Ebserh). Na avaliação dos sindicalistas, a MP privatiza os hospitais universitários.

O trem da alegria dos laboratórios

Interfarma banca viagem aos EUA para 18 deputados federais; Saraiva Felipe (PMDB), Manuela D’Ávila (PC do B) e Cândido Vaccarezza (PT) estão na comitiva; projetos que prejudiquem a indústria farmacêutica não avançam na Câmara
Desde a aprovação de Lei de Patentes, em maio de 1996, a indústria farmacêutica brasileira não perde uma briga no Congresso Nacional. As patentes de segundo uso (aplicadas quando se descobre uma utilização nova para um remédio antigo) continuam valendo mesmo sem estarem previstas em lei, a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) já não pode impedir a concessão de patentes e os inibidores de apetite estão livres para a venda. A garantia de tudo isso responde pelo nome de Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), maior representante do setor no Parlamento brasileiro e patrocinadora, nesta semana, de uma comitiva de 18 parlamentares aos Estados Unidos. A Interfarma e o Brazil Institute bancaram uma missão para que os parlamentares conhecessem o desenvolvimento técnico da indústria farmacêutica.

A crise do SUS é a crise da assistência médico-hospitalar, no Brasil e em Mato Grosso. Por Júlio S. Muller

Dia 29 de Março participei de um fórum na UFMT sobre o futuro da gestão do sistema público de saúde em Mato Grosso. Ali debatemos durante toda a tarde as alternativas existentes para melhorar a saúde de nosso povo e atender com eficiência e humanidade às suas necessidades. Confesso que ao término do debate eu estava mais otimista que em seu começo. Estudantes e professores da universidade e dezenas de entidades de trabalhadores e usuários da saúde marcaram presença, defenderam o SUS e denunciaram o sucateamento a que foi submetido o sistema público de saúde em Mato Grosso. Cabe reconhecer e agradecer ao novo governo do estado a oportunidade do debate. Vamos comemorar a retomada da participação social em Mato Grosso, livre e autônoma, no dia 07 de Abril, dia mundial da saúde. A depender de seus posicionamentos, os conselhos de saúde correm o risco de perder legitimidade.

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