1450 mortes em terremoto na Venezuela: saiba como ajudar

O número de vítimas confirmadas dos terremotos na Venezuela subiu para 1450, segundo dados divulgados nesta tarde (28/6) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. Equipes de resgate, forças internacionais e voluntários lutam contra o tempo para encontrar sobreviventes sob os escombros. Foram 774 edifícios afetados pelos terremotos de quarta-feira (24/6); 189 desmoronaram totalmente.
O coordenador de operações dos Médicos Sem Fronteira para a América Latina e o Caribe, Fabio Biolchini, afirmou em entrevista à CNB que o número de mortos, pode aumentar nos próximos dias, já que muitas pessoas continuam desaparecidas e diversas áreas seguem de difícil acesso. Muitos hospitais foram danificados ou deixaram de funcionar por risco estrutural.
O número de pessoas desaparecidas chega 50 mil, segundo estimativa do chefe do Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU), Tom Fletcher. A ONU estima que os terremotos afetaram quase sete milhões de pessoas e podem provocar prejuízos de cerca de 6,7 bilhões de dólares (34,6 bilhões de reais), o equivalente a aproximadamente 6% do PIB, atacado em janeiro pelos Estados Unidos, com sequestro do presidente Nicolás Maduro e imposição do comércio de petróleo em condições determinadas pelo governo norte-americano.
Solidariedade à Venezuela: Como ajudar
Escolas e outros prédios públicos foram transformados em pontos de coleta de suprimentos de emergência. Diversos países anunciaram o envio de ajuda humanitária. O Brasil enviou quatro aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) com medicamentos, insumos e equipes de resgate.
Centrais sindicais iniciaram campanha de solidariedade à Venezuela, com coleta de itens. O Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD) está coletando doações, por pix e transferência bancária. Doações em dinheiro também podem feitas por meio de agências das Nações Unidas, como ACNUR | Venezuela, Venezuela | OCHA, a UNICEF Venezuela.
A Venezuela socorreu Manaus durante o colapso sanitária, na pandemia de covid-19. Entre janeiro e fevereiro de 2021, o país enviou cerca de 250.000 litros de oxigênio hospitalar para a capital amazonense.
Cebes/Clara Fagundes
