Privatizando o sofrimento

Sob o título de “O novo filão eleitoral” O GLOBO publicou (29/4) reportagem denunciando que as chamadas comunidades terapêuticas, iniciativas da sociedade civil destinadas ao “tratamento” de dependentes de drogas, estão sendo utilizadas politicamente por parlamentares e, pior, estão em vias de receber polpudas verbas federais.
O robusto relatório do Conselho Federal de Psicologia, divulgado em 2011, que organizou inspeções em 68 desses locais, denuncia que a assistência aí ofertada, além de carecer de regulação governamental, “fundamenta-se em princípios que contrariam pressupostos que orientam as políticas públicas… e se inscrevem no campo de práticas sociais invisíveis ou subterrâneas” onde os mais fundamentais direitos são desrespeitados, onde os internos são constrangidos a participar de atividades religiosas e onde muito raramente são encontrados profissionais de saúde.

Por que os médicos cubanos assustam

A virulenta reação do Conselho Federal de Medicina contra a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalhar em áreas absolutamente carentes do país é muito mais do que uma atitude corporativista: expõe o pavor que uma certa elite da classe médica tem diante dos êxitos inevitáveis do modelo adotado na ilha, que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde.
Essa não é a primeira investida radical do CFM e da Associação Médica Brasileira contra a prática vitoriosa dos médicos cubanos entre nós.
Em 2005, quando o governador de Tocantins não conseguia médicos para a maioria dos seus pequenos e afastados municípios, recorreu a um convênio com Cuba e viu o quadro de saúde mudar rapidamente com a presença de apenas uma centena de profissionais daquele país.

Debate sobre a saúde do trabalhador: Adoecer, não. Trabalhar, sim.

A construção de Políticas Públicas de Saúde e do Sistema Único de Saúde de forma capaz de atender as necessidade de todos os brasileiros depende da luta contínua de todos os segmentos que defendem a justiça social. Torna-se, portanto, extremamente importante a organização e funcionamento dentro do PT de um Setorial de Saúde forte e capaz de politizar este debate dentro e fora do PT

CFM participa de ação que denuncia inconstitucionalidade na criação da Ebserh

O Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu ingressar como amicus curiae na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), proposta pelo procurador Geral da República, Roberto Gurgel, contra a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A decisão foi tomada durante a plenária de abril, logo após exposição feita por representantes das Associações Nacionais do Ministério Público de Contas (AMPCON) e dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil (ANTC).

Faça sua doação

Ajudar o Cebes, significa que você apoia a luta, fortalece a instituição e integra esse coletivo de luta por uma saúde que seja pública universal e gratuita com um Sistema Único de Saúde (SUS) para todos!

Doar