O trem da alegria dos laboratórios
Interfarma banca viagem aos EUA para 18 deputados federais; Saraiva Felipe (PMDB), Manuela D’Ávila (PC do B) e Cândido Vaccarezza (PT) estão na comitiva; projetos que prejudiquem a indústria farmacêutica não avançam na Câmara
Desde a aprovação de Lei de Patentes, em maio de 1996, a indústria farmacêutica brasileira não perde uma briga no Congresso Nacional. As patentes de segundo uso (aplicadas quando se descobre uma utilização nova para um remédio antigo) continuam valendo mesmo sem estarem previstas em lei, a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) já não pode impedir a concessão de patentes e os inibidores de apetite estão livres para a venda. A garantia de tudo isso responde pelo nome de Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), maior representante do setor no Parlamento brasileiro e patrocinadora, nesta semana, de uma comitiva de 18 parlamentares aos Estados Unidos. A Interfarma e o Brazil Institute bancaram uma missão para que os parlamentares conhecessem o desenvolvimento técnico da indústria farmacêutica.
Cebes lança dois livros durante o V Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde
As publicações fazem parte da Coleção Pensar em Saúde.
A crise do SUS é a crise da assistência médico-hospitalar, no Brasil e em Mato Grosso. Por Júlio S. Muller
Dia 29 de Março participei de um fórum na UFMT sobre o futuro da gestão do sistema público de saúde em Mato Grosso. Ali debatemos durante toda a tarde as alternativas existentes para melhorar a saúde de nosso povo e atender com eficiência e humanidade às suas necessidades. Confesso que ao término do debate eu estava mais otimista que em seu começo. Estudantes e professores da universidade e dezenas de entidades de trabalhadores e usuários da saúde marcaram presença, defenderam o SUS e denunciaram o sucateamento a que foi submetido o sistema público de saúde em Mato Grosso. Cabe reconhecer e agradecer ao novo governo do estado a oportunidade do debate. Vamos comemorar a retomada da participação social em Mato Grosso, livre e autônoma, no dia 07 de Abril, dia mundial da saúde. A depender de seus posicionamentos, os conselhos de saúde correm o risco de perder legitimidade.
Regulamentação da EC 29 pode não resolver crise da saúde
A Frente Parlamentar da Saúde ouviu técnicos especialistas em orçamento e economistas da Câmara, Senado e Tribunal de Contas da União para discutir a regulamentação da Emenda Constitucional 29, que depende da votação de um Destaque na Câmara para seguir ao Senado. Há uma unanimidade de que o texto da Câmara é ruim e pode não resolver a crise da saúde. Ele estabelece um mínimo a ser gasto no setor, mas que, na prática, se transforma em teto. Mantém as regras para investimentos do Governo Federal exatamente nos mesmos moldes de hoje e abre espaço para perdas importantes para a saúde.
Reunião do Movimento da Reforma Sanitária na Faculdade de Saúde Pública da USP
O presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, Roberto Passos Nogueira, estará no encontro.
