Paulo Amarante e o I Fórum Brasileiro de Direitos Humanos e Saúde Mental

Um dos iniciadores do movimento nacional dos trabalhadores em saúde mental, Paulo Amarante denunciou a violência e os interesses mercantis que imperavam dentro da psiquiatria brasileira e atuou como formulador e ator político desde os primeiros passos da Reforma Sanitária, da construção do SUS e da Reforma Psiquiátrica, até o surgimento do movimento antimanicomial. Em entrevista a Abrasco, ele lembra das relações existentes entre as áreas de saúde mental, saúde coletiva e direitos humanos.

Revisitando 1988

O economista da Unicamp, Eduardo Fagnani, aponta as motivações dos constituintes de 1988 para criar uma carta que garantisse direitos sociais de cidadania em vez de seguirem a cartilha do Estado Mínimo. Fagnani destaca que pela primeira vez saúde, educação e previdência passaram a ser direitos universais, regidos pelo princípio da seguridade social: todos os cidadãos têm direitos mesmo que não tenham contribuído monetariamente. O artigo faz parte de um especial do portal Teoria e Debate sobre políticas públicas e desenvolvimento, em lembrança aos 25 anos da constituição.

SUS: papéis e opções da sociedade e Estado

O ideal de sistema de saúde público, integral com igualdade já estava presente nas lutas políticas e sociais pela democratização das décadas de 1970 e 1980 e influenciou nas discussões da constituinte que deu ao país sua Carta cidadã. A lembrança é do professor da Unicamp e militante pelo direito à saúde, Nelson Rodrigues dos Santos, que em artigo à revista Radis faz um relato histórico da luta pela saúde, perpassando as últimas quatro décadas. No texto fica claro como políticas de Estado nas áreas econômicas inviabilizaram o SUS constitucional.

O Direito Constitucional à saúde tem futuro?

Em artigo publicado pela Carta Capital, a presidenta do Cebes, Ana Maria Costa, fala sobre as sucessivas crises do capitalismo internacional que vêm destruindo os direitos sociais em todos os países e afirma que é preciso haver mudanças de rumo para tratar a saúde de forma distinta aos interesses do capital.

Ligia Bahia: as ruas disseram não à privatização

A professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Lígia Bahia, defende em entrevista ao Cebes que as manifestações de junho significaram uma vitória para os movimentos e entidades que defendem um SUS integral e gratuito.

Escravidão médica, exploração, e servidão: uma experiência no movimento de médicos residentes

O diretor do Cebes, Pedro Carneiro, critica o posicionamento das corporações médicas que têm afirmado que o trabalho dos profissionais cubanos no Brasil, no programa Mais Médicos, seria uma espécie de trabalho escravo. Carneiro se lembra de seu período na Associação dos Médicos Residentes de São Paulo, onde recebia cotidianamente denúncias graves de excessos contra jovens estudantes de medicina e recém formados trabalhando sem receber. O diretor trata da questão do corporativismo da classe médica, que impedia investigações profundas sobre reclamações de abusos dos superiores sobre os iniciantes na carreira.

Mais Médicos: uma vereda para os nossos grandes sertões

O Médico Sanitarista Reinaldo Guimarães apresenta uma crítica à posição dos representantes corporativos da classe médica ao programa “Mais Médicos”, principalmente após o anúncio da vinda de profissionais cubanos para atender no SUS. O autor denuncia também a posição conservadora de parte da mídia nacional e internacional, que têm tentado desqualificar os profissionais e a medicina de Cuba. Guimarães lembra que o programa pretende colocar médicos onde não há médicos.

Saúde, cidadania e democracia

A relação estrutural entre saúde, democracia e cidadania em nosso país foi estabelecida no contexto da luta política pela redemocratização inserida no denominado movimento da Reforma Sanitária Brasileira. A máxima que guiava seus componentes nos anos 70 e 80 do século passado era: saúde é democracia e democracia é saúde!

Faça sua doação

Ajudar o Cebes, significa que você apoia a luta, fortalece a instituição e integra esse coletivo de luta por uma saúde que seja pública universal e gratuita com um Sistema Único de Saúde (SUS) para todos!

Doar