Estudo compara desigualdade em vários países
O pesquisador do Ipea, Sergei Soares, conclui que “o ritmo é adequado, mas que o desafio será mantê-lo por várias décadas para alcançar o nível de desigualdade, por exemplo, do Canadá”.
O pesquisador do Ipea, Sergei Soares, conclui que “o ritmo é adequado, mas que o desafio será mantê-lo por várias décadas para alcançar o nível de desigualdade, por exemplo, do Canadá”.
O relatório estima que mais de um terço do mercado nos países em desenvolvimento é informal — proporção que chega a 90% em alguns países da África e do sul da Ásia. O texto cita um estudo do BID (Banco Interamericano do Desenvolvimento) sobre 12 países sul-americanos, segundo o qual apenas 8% das empresas eram legalmente registradas e aproximadamente 23 milhões de negócios eram feitos à margem da legislação.
Ir ao médico ou receber uma receita são fatos que, por sua cotidianidade, não parecem ser formas de segregação cultural. Entretanto, esta situação afeta os povos primitivos da América Latina que, devido a sua origem cultural, têm o acesso a um sistema de saúde que se adapte a seus costumes e conhecimentos prejudicado.
O Brasil é um dos únicos países da América Latina e do Caribe em que a redução da miséria nos últimos anos esteve ligada ao aumento do rendimento dos mais pobres, afirma um relatório da CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe). Chile e Equador seguiram tendência semelhante. Nos outros países da região o progresso no combate à extrema pobreza se deveu, de modo geral, a programas de transferência de renda e outras formas de benefício.
De acordo com o estudo, no período de 1990-2007 – que compreende dois terços do intervalo estabelecido para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (2015) – América Latina e Caribe mostram notáveis avanços na saúde de sua população, especialmente na infância.
Quase metade das brasileiras pobres que exercem atividade remunerada nas áreas urbanas presta serviços domésticos para famílias de renda alta, trabalhando como cozinheiras, faxineiras e babás. Essa situação permite que as mulheres de renda elevada possam trabalhar fora de casa e, portanto, obtenham rendimento maior.