Judicialização pode salvar o SUS
Artigo de Sonia Fleury (FGV).
Artigo de Sonia Fleury (FGV).
Uma gigante norte-americana operadora de planos de saúde anuncia a compra de 90% de uma empresa brasileira tradicional no setor. O negócio é apresentado como inconstitucional. Onde está o lead?
Além da necessidade de se ter uma política que oriente o sistema para a universalidade e resolutividade já existentes nos princípios do SUS, deve-se estabelecer os limites de atuação do setor privado. A omissão no estabelecimento deste limite é, por si só, uma política privatizante. E é justamente isto que vem acontecendo no Brasil, com uma política permissiva de expansão da Saúde Suplementar que, sem estrutura para atender seus clientes, canabaliza o SUS.
Pouco tempo depois da Inglaterra mostrar ao mundo, na abertura das Olimpíadas de Londres, o orgulho nacional por seu sistema de saúde público universal e igualitário, vemos com vergonha a assistência à saúde de cinco milhões de brasileiros ser vendida para uma empresa americana atraída pela grande expectativa de lucro do mercado de planos de saúde brasileiro que não para de crescer.
Em artigo, Sonia Fleury fala sobre recente entrevista do sociólogo e historiador Richard Sennet, que apontou a tendência atual de adoção de um modelo em que as organizações já não empregam trabalhadores, mas compram trabalho. O mesmo estaria se passando com o Estado. Segundo Sonia, há um processo de redução progressiva do papel do Estado a financiador e comprador, o que pode significar o decreto da morte progressiva do SUS.
A especialista em Saúde Pública e premiada ex-secretária municipal de saúde de Betim (MG) Conceição Rezende fala ao Portal do Cebes sobre os principais desafios do SUS e dos novos gestores municipais de saúde. “Acompanhamos a implantação do SUS no Brasil
O Movimento da Reforma Sanitária tem como uma de suas características a atuação como “Partido Sanitário”, articulando pessoas e entidades de distintas orientações partidárias e ideológicas em defesa do direito à saúde.