Confrontando as políticas de desmantelamento dos sistemas de proteção e seguridade social

A luta pelo direito universal à saúde e pelo fortalecimento e ampliação das instituições públicas de saúde para garantí-lo é original da Medicina Social e da saúde coletiva e estes constituem princípios irrenunciáveis.
Nossa história está cheia de experiências concretas, algumas exitosas, outras não tanto. Estas experiências são nosso patrimônio e legado e uma fonte rica para reflexão.

SUS: seus obstáculos e a busca de saídas

O SUS é obrigação legal há 22 anos, com as Leis 8080 e 8142 de 1.990. No seu processo histórico o SUS começou na prática nos anos 70, há 40 anos, com movimentos sociais e políticos contra a ditadura, pelas Liberdades Democráticas e Democratização do Estado, que se ampliava e fortalecia por uma sociedade justa e solidária e um novo Estado com políticas públicas para os direitos humanos básicos, com qualidade e universais.

Congresso da Alames aponta linhas condutoras para o êxito na luta pelo direito a saúde na América Latina

Com o tema “Crise, aceleração e despojo no capitalismo global: avanços e retrocessos na luta pela saúde e pela universalização dos direitos”, teve fim o XII Congresso Latino Americano de Medicina Social e Saúde, realizado pela Alames na última semana, em Montevidéu. O evento contou com a presença de 26 países e aproximadamente 700 inscritos, que debateram a fundo a crise estrutural do capitalismo e a força do mercado instalada no setor da saúde.

Cebes no Abrascão

Integrantes do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) estarão em Porto Alegre, entre os dias 14 e 18 de novembro, participando do 10º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva promovido pela Associação Brasileira de Pós-graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), maior parceira política do Cebes ao longo de anos de luta pelo direito à saúde.

A canalização dos recursos públicos para o setor privado

Se as eleições fossem hoje e os candidatos do setor de saúde estivessem divididos entre Público e Privado, o voto da professora titular da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (EBAPE) da Fundação Getúlio Vargas, Sônia Maria Teixeira Fleury, provavelmente seria na primeira opção. “O que está acontecendo é uma terceirização geral não só da função gerencial, mas também da atenção, que é precípua do setor público”

Banimento do amianto: direito humano

Na sociedade internacional do século 21, o direito à saúde é um direito humano fundamental. Encontra-se consagrado nos regimes de direitos humanos universais das Nações Unidas e nos regionais, nos âmbitos do Conselho da Europa, da Organização dos Estados Americanos e da União Africana.

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